Outro cuidado importante é evitar esfregar os olhos. O atrito repetitivo pode favorecer lesões na córnea e está associado ao desenvolvimento ou agravamento do ceratocone, doença que altera o formato da córnea e prejudica a visão. Além disso, o ato pode abrir portas para microrganismos.
Como é feito o tratamento?
A primeira etapa é consultar um oftalmologista para identificar se o ressecamento é apenas uma consequência das condições climáticas ou se existe uma alteração na produção ou na qualidade da lágrima.
Para isso, podem ser realizados exames como o teste de Schirmer, que mede a produção de lágrimas; a avaliação da osmolaridade, que analisa sua concentração; e testes que verificam a estabilidade do filme lacrimal.
Nos casos leves, o tratamento costuma incluir colírios lubrificantes, conhecidos como lágrimas artificiais. Quando há inflamação ou alterações mais importantes, podem ser indicados medicamentos específicos para controlar o processo inflamatório e estimular a produção de lágrimas.
Em situações selecionadas, o oftalmologista pode optar pelo “fechamento” dos pontos lacrimais, procedimento que reduz o escoamento das lágrimas e prolonga sua permanência sobre os olhos.













