Desde 1931, instituições do Reino Unido solicitaram o empréstimo cinco vezes. Em uma delas, para a coroação de Elizabeth 2ª, em 1953. Em outra, para as celebrações do aniversário de 900 anos da Batalha de Hastings, em 1966.
Em todas, os franceses negaram. Alegavam que a tapeçaria é grande demais, antiga demais e frágil demais para encarar o transporte.
Desde 1983, a peça está no Museu de Bayeux, que, ao completar 30 anos, em 2013, realizou um estudo de renovação para conceber a maneira ideal de exibir a tapeçaria. O projeto foi aprovado, mas para isso ela precisaria ser armazenada por dois anos.
Em 2018, Macron anunciou, com a então primeira-ministra britânica Theresa May, que o empréstimo ao Reino Unido fora aprovado. O ato foi interpretado, à época, como um gesto de conciliação dos britânicos com a Europa continental, pós-Brexit.
Só que May foi sucedida pelo conservador Boris Johnson, que esfriou as relações com a França. Depois veio a pandemia, seguida de anos de negociações, até que, enfim, em 2025, Macron confirmou que o projeto estava de volta.
Profissionais que haviam trabalhado diretamente com a tapeçaria desaprovaram a medida. Eles a classificaram como irresponsável, segundo uma reportagem da “National Geographic”.













