Os senhores dos destinos na política do Amazonas


Por Any Margareth

No momento em que li o título da matéria no Radar Amazônico, escrita por um dos jornalistas do portal, a partir de um vídeo postado pelo ex-deputado federal, advogado Marcelo Ramos (PT) em suas redes sociais, como costuma acontecer nessa cabeça pensante de Anynha, me veio imediatamente à mente a seguinte frase: “tudo como dantes no Quartel de Abrantes”. Sei que, mais uma vez, você que está lendo esse texto, não deve ter entendido, onde Anynha quer chegar. Eu, como sempre, explico!

A frase surge do entendimento imediato de que, no Amazonas – pra dizer a verdade, acredito que fatos semelhantes, infelizmente, também aconteçam em outros lugares do País – tudo continua como antes. Os caras que detém poder político, que conhecem as manobras e conchavos do poder, ditam as regras na política assim como na vida de outras pessoas, impedindo candidaturas, impondo outras, destruindo expectativas, dizimando sonhos, são os senhores dos destinos de tantos outros homens – e porque não dizer mulheres também! – gente que deveria ser livre, mas não é!

O título da matéria é: “Marcelo diz que PT barrou sua pré-candidatura ao Senado após pedido de Eduardo Braga” onde Marcelo Ramos, em suas próprias palavras, diz que o senador entende que “sua candidatura (de Ramos) atrapalha a candidatura dele (de Braga). Como assim gente? Euzinha, pensei cá com meus botões! Afinal, a disputa para o Senado Federal tem duas vagas nas eleições! E, por que a outra vaga não poderia ser de Marcelo Ramos?

E, essa mente pensante de Anynha, que não tem dono nem de opinião e nem de destino, se dá o direito de responder: aqueles que se acham donos dos destinos desse Estado e dessa gente não aceitam que não sejam únicas opções políticas e nem sejam absolutos no poder!

E, faço questão aqui de adiantar, que tenho minhas discordâncias com algumas ideias, posturas pessoais e posicionamentos políticos de Marcelo Ramos. Porém, há de se ter a sinceridade de reconhecer os méritos de Marcelo Ramos, sua constante busca pelo conhecimento, sua capacidade de discutir qualquer assunto – lembro agora de minhas entrevistas com ele – e a defesa coerente e convicta de suas ideias e opiniões. Cabe, inclusive, elogiá-lo, pela coragem de contar publicamente, como e quem decidiu impedir sua candidatura ao Senado e lhe impor como única opção ser candidato a deputado federal.

E, defensora que sou da liberdade de cada um decidir seu destino, fico aqui pensando quando esse estado de coisas vai mudar, quando os senhores do poder vão parar de ser dono das canetas de jornalistas, da voz de comunicadores e dos destinos dos homens e mulheres do Amazona​s





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