
Vítimas ficaram presas em caverna nas Maldivas (Foto: X, Reprodução)
A morte de cinco mergulhadores italianos em uma carverna submarina nas Maldivas é investigada pelas autoridades locais. Embora ainda não se tenha determinado o motivo da tragédia, novas revelações reforçam as principais hipóteses dos investigadores.
Continua depois da publicidade
Os corpos da professora Monica Montefalcone e do instrutor de mergulho Federico Gualtieri, vítimas do acidente nas Maldivas, foram recuperados nesta terça-feira (19) da caverna. Os outros dois corpos serão resgatados nesta quarta-feira (20). Em seguida, serão feitas as autópsias que poderão confirmar as causas da tragédia.
Quais são as principais hipóteses da morte dos mergulhadores
- Desorientação: uma das teorias de maior peso é a possível desorientação no interior dos túneis. São locais onde a visibilidade pode, de repente, tornar-se quase nula devido ao efeito das correntes marítimas que agitam a areia ou os sedimentos do fundo. Nessa situação, é comum perder as referências, o rumo e a identificação das saídas.
- Pânico coletivo: outra forte possibilidade avaliada pelos especialistas é que um dos mergulhadores tenha sofrido algum problema e gerado uma reação de pânico coletivo ao tentarem ajudá-lo em um espaço fechado. Com o estresse, o ritmo respiratório aumenta, assim como o consumo das reservas de ar disponíveis nos cilindros.
- Fatores ambientais e técnicos: também está sob investigação se as condições climáticas (com ventos fortes) e as correntes marítimas naquela zona do Oceano Índico teriam dificultado a subida à superfície, e se a mistura de gases respiratórios utilizada tinha a proporção adequada para a profundidade atingida.
Veja fotos da República das Maldivas

Vista aérea de Male, capital da República das Maldivas, país que fica no Sul da Índia (Foto: Shahee Ilyas, Wikipedia)

Aeroporto Internacional das Maldivas, numa ilha do país que fica no Oceano Índico (Foto: Wikipedia, Divulgação)

Mapa das Maldivas, país formado por 1,2 mil ilhas, das quais 203 são habitadas (Divulgação)

Com clima tropical, as Maldivas têm flora e fauna exuberantes (Foto: Maldivas, Divulgação)

Uma das ilhas com florestas nas Maldivas (Foto: Divulgação)
Além disso, persistem dúvidas se os cinco italianos que morreram, apesar de terem muita experiência em mergulho, possuíam o conhecimento e o treinamento suficientes para o mergulho em cavernas, que é uma das modalidades mais técnicas e arriscadas.
Continua depois da publicidade
—A 50 metros de profundidade no mar, existem vários riscos. Uma mistura respiratória inadequada pode causar hiperóxia, aumentando a pressão parcial de oxigênio nos tecidos e no plasma sanguíneo, o que pode provocar problemas neurológicos — disse Alfonso Bolognini, presidente da Sociedade Italiana de Medicina Subaquática e Hiperbárica.
— Basta que um mergulhador tenha um problema ou um ataque de pânico: a agitação faz com que a água fique turva e pode dificultar a visibilidade. Nesses casos, qualquer erro pode ser fatal — acrescentou Bolognini.
Os investigadores também estão tentando determinar se o grupo utilizou um “fio de Ariadne” (linha guia), uma corda de uso obrigatório em certas cavernas para manter os mergulhadores juntos e ajudá-los a encontrar a saída das cavidades.
Mergulhadores estavam desaparecidos
Os mergulhadores italianos desapareceram na última quinta-feira (14), durante uma expedição subaquática no Atol de Vaavu. Eles faziam parte de uma viagem de mergulho com outros 20 cidadãos italianos a bordo da embarcação Duke of York, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores da Itália.
Continua depois da publicidade
O corpo do instrutor de mergulho Gianluca Benedetti foi encontrado primeiro, na entrada da caverna. Nesta segunda-feira (18), foram encontrados os corpos da professora associada de ecologia da Universidade de Gênova, Monica Montefalcone; da filha dela, Giorgia Sommacal; do biólogo marinho Federico Gualtieri; e da pesquisadora Muriel Oddenino.
Segundo as autoridades, um sexto mergulhador decidiu não entrar na água no momento em que o restante do grupo iniciou o mergulho.
O Ministério das Relações Exteriores da Itália informou ainda que a Cruz Vermelha prestou apoio psicológico aos 20 italianos que permaneceram no navio após o acidente. Nenhum deles sofreu ferimentos.












