O preço do petróleo abriu em alta neste domingo (7), após Israel atacar instalações do Hezbollah em Beirute, capital do Líbano, e uma investida do Irã contra o território israelense e países aliados dos Estados Unidos no Golfo Pérsico.
O barril Brent, referência mundial, era negociado a US$ 96,33, aumento de 3,4%, às 19h (horário de Brasília). Às 21h30, era vendido a US$ 95,28, alta de 2,3%. A cotação voltou a subir e alcançou US$ 96,14 às 22h40, avanço de 3,3%. À 0h de segunda-feira (8), o Brent era negociado a US$ 96,57, alta de 3,7%.
Na madrugada desta segunda, a cotação chegou a bater US$ 97,23 (alta de 4,5%), oscilando atualmente em US$ 97,13 (4,3%). À 2h16, aproximadamente, o Brent era negociado a US$ 97,34, uma alta de 4,6%.
O Exército israelense realizou o ataque neste domingo em uma região de subúrbios ao sul da capital libanesa, na primeira investida contra um reduto do grupo extremista em Beirute desde o cessar-fogo intermediado em 16 de abril. Em resposta, o Irã lançou mísseis contra o território israelense, algo inédito desde o início da trégua.
Em retaliação, Israel bombardeou o país persa na madrugada de segunda-feira (8) no Oriente Médio, ignorando o apelo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que não houvesse resposta israelense a fim de limitar uma nova escalada na guerra.
De acordo com as Forças Armadas de Israel, a Força Aérea bombardeou alvos militares nas regiões ocidental e central do Irã em resposta aos mísseis lançados contra território israelense. A imprensa estatal iraniana relatou explosões na capital, Teerã, e nas cidades de Tabriz, no oeste, Isfahan e Karaj, no centro.
O Exército de Israel também emitiu um alerta de evacuação para os moradores da cidade libanesa de Tiro, no sul do país, e suas áreas circundantes neste domingo, antes de possíveis ataques.
Neste sábado (6), o Irã afirmou que ataques americanos a instalações de radar e de vigilância costeira no Golfo constituem uma “violação flagrante do cessar-fogo”, em vigor desde 8 de abril, e lançou mísseis contra o Bahrein e o Kuwait, aliados de Washington na região.
O Ministério das Relações Exteriores iraniano classificou os ataques noturnos dos Estados Unidos como “uma agressão militar contra a soberania nacional e a integridade territorial da república islâmica do Irã” e condenou “o comportamento hostil e provocador do regime americano”.
Os investidores ainda repercutem anúncio da Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados), que neste domingo informou um novo aumento em suas metas de produção de petróleo em igual número de meses, embora a guerra dos EUA com o Irã ainda impeça vários membros do grupo de bombear mais. É a quarta vez que a entidade decide elevar a extração.
A guerra cortou os fluxos de petróleo através do estreito de Hormuz, criando a maior crise de abastecimento global da história, já que membros importantes da Opep+, incluindo a Arábia Saudita, não conseguem abastecer integralmente os clientes desde o final de fevereiro.
A crise para a Opep+ piorou quando os Emirados Árabes Unidos deixaram a Organização dos Países Exportadores de Petróleo após quase 60 anos.













