O Sistema Único de Saúde (SUS) funciona de várias formas para garantir atendimento à população. Uma delas é por meio da Planificação da Atenção à Saúde, metodologia proposta pelo Conass para organizar e fortalecer os serviços oferecidos, principalmente na Atenção Primária à Saúde (APS), considerada a porta de entrada do SUS.
O Projeto, desenvolvido na região com o apoio do Hospital Israelita Albert Einstein, por meio do Proadi-SUS, e do Ministério da Saúde, busca integrar unidades de saúde, equipes multiprofissionais e atendimentos especializados, garantindo mais eficiência na assistência, acompanhamento contínuo dos pacientes e um cuidado mais humanizado.
Para acompanhar de perto os resultados dessa estratégia, a secretária de Estado de Saúde do Amazonas, Nayara Maksoud, recebeu ontem e hoje (19), em Parintins a assessora técnica do Conass, Tereza Cristina, e o consultor Eugênio Vilaça Mendes, idealizador da metodologia. A agenda incluiu visitas às Unidades Básicas de Saúde (UBS) e aos serviços de Atenção Ambulatorial Especializada de Parintins e do município de Boa Vista do Ramos.
Durante a visita, a secretária destacou a importância da organização da rede de saúde na região do Baixo Amazonas, formada por municípios como Parintins, Nhamundá, Boa Vista do Ramos, Barreirinha e Maués, onde a organização da rede de saúde é primordial. “A planificação potencializa os processos de trabalho, organiza o fluxo terapêutico do usuário e é uma ferramenta importante que desenvolvemos desde 2019 para fortalecer a Política Nacional da Atenção Básica em sua plenitude”, afirmou.
Nayara também ressaltou a parceria com o Conselho e os avanços já alcançados com a metodologia no estado.“O Conass está junto conosco nesse alinhamento dos processos de trabalho. Estamos recebendo aqui o doutor Eugênio Vilaça, autor da planificação, trazendo essa experiência para uma região tão peculiar e singular como é o Amazonas. Para nós, a planificação é uma ferramenta valiosa, abraçada pelas equipes de saúde do estado”, destacou.
Na prática, a planificação melhora o fluxo de atendimento, reduz filas, evita encaminhamentos desnecessários e amplia o acesso da população aos serviços de saúde. Segundo Nayara, os resultados já podem ser percebidos na região.“Nestes dias em que realizamos a primeira mostra da planificação no Baixo Amazonas, estamos enxergando avanços, garantia de acesso com qualidade e resultados positivos, inclusive na redução da mortalidade materna e infantil na nossa região”, concluiu.
Para a coordenadora de articulação de redes de atenção à saúde da Secretaria de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, Thaís Coutinho, a iniciativa representa um importante avanço para o fortalecimento da rede de atenção à saúde na região amazônica.“Para nós é uma satisfação estar aqui para celebrar esse grande momento do Planificação aqui no Amazonas. Esse é um projeto muito importante, além do financiamento do Ministério da Saúde, nós também apostamos nesse modelo como impulsionador da organização e da articulação das redes de atenção à saúde aqui no Baixo Amazonas”, afirmou.
Tereza Cristina reforçou a importância do trabalho em equipe na construção de uma saúde pública mais eficiente e humanizada, destacando o papel integrado dos diferentes profissionais da rede de atendimento.“Queremos sempre entregar o melhor para a nossa população. E isso só é possível com pessoas que cuidam, trabalham juntas e desenvolvem um trabalho interdisciplinar”, disse.
Para Eugênio Vilaça Mendes, o trabalho desenvolvido no Amazonas já demonstra um elevado grau de organização e maturidade da APS. “O que observei durante a visita a uma unidade básica e a uma unidade especializada materno-infantil é que tudo o que está proposto na portaria e no trabalho realizado pelo Conass em todo o Brasil, por meio da Planificação da Atenção à Saúde, está sendo efetivamente colocado em prática aqui no Amazonas”, falou.
Segundo Eugênio, o modelo fortalece a integração entre a Atenção Primária e a Atenção Especializada, garantindo um cuidado mais eficiente e organizado para a população.“Um estado de maturidade muito grande na Atenção Primária. Os processos de trabalho estão bem organizados, com estruturação cuidadosa dos macroprocessos básicos, da atenção ao evento agudo, das condições crônicas e da atenção domiciliar”, explicou.
Ele também destacou a organização da rede materno-infantil na região do Baixo Amazonas.“A escolha aqui foi organizar em rede a atenção materno-infantil. As unidades conhecem sua população, classificam os usuários por risco socioeconômico e sanitário, especialmente as gestantes, que são divididas entre risco habitual, intermediário e alto risco”, disse.
De acordo com Eugênio, a estratégia permite que a maior parte das gestantes seja acompanhada diretamente na APS, garantindo encaminhamento especializado apenas quando necessário.
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Assessoria de Comunicação do Conass












