A apresentadora ainda afirmou que foi avisada de que a quimioterapia poderia provocar menopausa precoce, mas não imaginava o impacto que causaria em sua vida. “Eles sempre me falavam: ‘Olha, a quimioterapia pode te jogar já para uma menopausa, ou temporária, ou já definitiva, pela tua idade de 40 anos'”, relembrou.
Ela disse que, na época, estava focada apenas na cura. “Quando me falavam isso, entrava por aqui e saía por aqui. ‘Ah, legal, menopausa. Quando eu vou parar de menstruar? Que bom'”, contou. Sabrina disse que parou de menstruar durante a terceira sessão de quimioterapia e passou a sentir sintomas como insônia, ondas de calor, cansaço e queda da libido.
A artista também criticou a falta de orientação médica sobre o tema. “Ninguém me falava nada sobre o que era a menopausa. Eu nunca tinha ouvido minha mãe falar sobre menopausa, eu nunca tinha lido numa revista feminina sobre menopausa, a informação nunca chegou a mim”, desabafou.
Segundo Sabrina, os sintomas se intensificaram quando a menopausa se consolidou definitivamente. “Quando a menopausa veio de fato, aos 46, aí os sintomas começaram a ser bem mais severos e muito mais impactantes. Só que, até aí, eu não sabia direito o que era a menopausa. Eu não sabia, ninguém falava comigo”, afirmou.
Ao final, Sabrina reforçou a importância de ampliar o debate sobre menopausa em mulheres com câncer de mama. “Então, a gente está falando que a gente vai ter milhares de sobreviventes de câncer de mama entrando na menopausa. E a ciência e a medicina precisam acordar para isso. Porque é um sofrimento atroz. Isso não pode ficar assim. Primeiro que nem te falam. E aí você vai falar, é uma porta fechada na cara”, concluiu.












