TJ-AM e governo superam crise após ruído do boi de Parintins


A crise aberta entre o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) e o Governo do Estado, após a devolução de 30 convites destinados ao festival dos bois de Parintins, foi superada nos bastidores.

De acordo com uma fonte da alta cúpula do Judiciário ouvida pelo BNC Amazonas, o episódio decorreu de um mal-entendido e já foi esclarecido entre as partes.

Segundo a fonte, o governador Roberto Cidade não tinha conhecimento do conteúdo do ofício encaminhado ao tribunal com a oferta das credenciais destinadas aos integrantes do poder Judiciário.

O desconforto surgiu porque os convites colocariam magistrados e desembargadores em um espaço considerado inadequado para a representação institucional do tribunal durante o festival.

“O governador não tinha conhecimento daquele ofício que oferecia as credenciais em um camarote considerado inadequado”, relatou a fonte.

A informação ajuda a explicar a rápida distensão entre os dois poderes, depois da repercussão provocada pela devolução dos convites.

Inicialmente, o gesto do TJ-AM foi interpretado no meio político como um agravamento das divergências entre Executivo e Judiciário.

Nos bastidores, havia também a avaliação de que o protocolo adotado pelo governo para formalizar o convite não teria observado a relação entre chefes de poderes.

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Ruído na comunicação

Agora, porém, o entendimento é de que o episódio foi resultado de uma falha de comunicação e não de uma decisão política do governador.

Com o esclarecimento do caso, o mal-estar foi dissipado e a relação institucional voltou à normalidade, encerrando uma crise que ameaçava ganhar maiores proporções às vésperas do festival de Parintins.

Foto: divulgação/ALE-AM



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