Com o boom na procura por produtos temáticos, os álbuns e as figurinhas da Copa do Mundo 2026 entraram no radar dos órgãos de defesa do consumidor. De acordo com o Procon-SP, esses dois itens concentraram mais de 70% das queixas registradas na entidade no mês passado relacionadas ao evento esportivo.
Em maio, a plataforma de atendimento da autarquia contabilizou 708 demandas ligadas à Copa do Mundo — destas, 521 (ou 73,5%) envolveram especificamente a compra, venda ou troca de figurinhas e álbuns. Houve um salto em relação aos meses anteriores: em março, foram registradas apenas 19 queixas, número que subiu para 63 em abril.
Entre os principais problemas relatados pelos colecionadores e investidores do segmento estão o atraso na entrega, o não recebimento de produtos adquiridos, divergências entre o item anunciado e o entregue, cobranças indevidas e dificuldades para obtenção de reembolso.
Entre as reclamações na autarquia, parte é sobre a comercialização de produtos sem procedência comprovada. O Procon-SP alerta que a busca por itens raros ou de edição limitada pode aumentar a exposição dos consumidores a práticas irregulares e golpes.
A maioria das ocorrências está concentrada em transações no ambiente digital, como marketplaces, redes sociais e aplicativos de mensagens (WhatsApp e Telegram), canais que tradicionalmente registram forte aumento durante grandes eventos esportivos.
Para evitar que a torcida se torne um prejuízo ou dor de cabeça, o Procon-SP orienta que os consumidores adotem algumas medidas preventivas:
- Verificar a reputação da empresa ou vendedor antes de efetuar o pagamento;
- Conferir se o fornecedor disponibiliza informações de identificação e canais de atendimento;
- Evitar negociações realizadas exclusivamente por aplicativos de mensagens sem garantias de segurança;
- Desconfiar de promoções com valores muito inferiores aos praticados pelo mercado;
- Guardar comprovantes, anúncios e demais registros da negociação;
- Observar as condições de troca, devolução e prazo de entrega informado pelo fornecedor.
No caso específico de figurinhas, álbuns e demais itens colecionáveis, o órgão recomenda atenção redobrada quanto à origem dos produtos e à confiabilidade do vendedor.
Consumidores que tiverem seus direitos desrespeitados podem buscar orientação e registrar reclamações pelos canais oficiais de atendimento da autarquia.













