O Botafogo associativo acionou um “gatilho” previsto em contrato – chamado bônus de subscrição – para assumir o controle de 51% da SAF, informou o “UOL” nesta segunda-feira (13/7). Segundo o clube social, John Textor teria “simulado” uma das parcelas do aporte financeiro previsto no acordo de acionistas, o que caracterizaria descumprimento das obrigações da Eagle Football, detentora de 90% das ações.
Textor prometera injetar US$ 50 milhões (cerca de R$ 260 milhões) para capital de giro e pagar dívidas urgentes, como a do transfer ban de Thiago Almada. A proposta foi feita nos moldes de um empréstimo com juros altos e venda de ativos como garantia, mas foi recusada pelo CEO Thairo Arruda e barrada pelo BTG Pactual, consultor da operação.
Segundo documento obtido pelo “UOL”, jamais houve cumprimento da obrigação, apenas “atos simulados e fraudulentos”. Em março de 2024, o Lyon transferiu € 10,9 milhões (R$ 58,8 milhões) à SAF como integralização de capital, porém no mesmo dia R$ 10 milhões voltaram ao clube francês como empréstimo. Em abril, o Lyon mandou R$ 55 milhões e depois R$ 667 mil, completando os R$ 100 milhões no papel. Dias depois, o dinheiro fez o caminho de volta, novamente como empréstimos.
Dessa forma, segundo a reportagem, o Botafogo acionou o bônus de subscrição, entendendo que a antiga gestão “jamais teve a intenção de cumprir a obrigação de aporte e, por isso, criou operações fraudulentas com o intuito de burlar as disposições do Contrato de Investimentos”.
A notificação, assinada pelo presidente João Paulo Magalhães Lins, foi enviada no fim de semana à Cork Gully, administradora da Eagle Bidco. Com o gatilho acionado, o clube entende que pode vender 41% à GDA Luma Capital por valor específico, e a Eagle fica obrigada a repassar seus 49% pelo mesmo preço. Ao fim, o social ficaria com 10% e a GDA, com 90%.













