Financiadora da dívida pública, previdência privada foge do Tesouro


Segundo ele, no primeiro semestre do ano passado, R$ 50 bilhões deixaram de entrar no caixa do Tesouro devido ao IOF. Entre janeiro e abril deste ano, foram mais R$ 80 bilhões.

“Sessenta por cento desse valor deveria ter ido para títulos do governo, média normalmente destinada a esse tipo de aplicação, que, por ser de longo prazo, se adequa melhor ao perfil da previdência.”

Dados da FenaPrevi mostram que os poupadores mantêm R$ 1,8 trilhão aplicados no mercado —a maior parte em produtos de longo prazo e retorno garantido, como os títulos do governo.

“Se somarmos a previdência fechada, o setor responde por 22% do financiamento da dívida pública”, diz Franco. “Só a previdência privada aberta pesa 13%.”

Para Franco, isso mostra um revés e a forma de revertê-lo é cancelar a medida, que passaria a ter efeito imediato atraindo os planos de previdência de volta aos títulos públicos.

Em avaliação

A situação chamou a atenção do secretário do Tesouro, Daniel Leal. Recentemente, ele afirmou publicamente que houve uma distorção do mercado de renda fixa provocada pela expansão de títulos incentivados, como LCAs, LCIs e debêntures (títulos de dívida emitidos por empresas).



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