Atualmente, as refinarias da petroleira vêm “operando em carga máxima”, de acordo com a presidente. “A utilização no parque de refino é o maior nível operacional desde dezembro de 2014”, afirmou Chambriard. “Em abril e maio estamos com fator de utilização acima de 100%.”
A operação acima de 100% é explicada pela diferença entre a capacidade instalada e a de referência. “Todas as nossas refinarias têm, aprovada pela ANP [Agência Nacional de Petróleo], capacidade acima da instalada e de referência”, afirmou Silva. “Nossa carga processada pode ser um pouco maior que as duas capacidades.” O plano atual previa elevar a capacidade da Petrobras para atender 85% da demanda local por diesel até 2030.
Produção de gasolina também será ampliada. Segundo a presidente da Petrobras, “a reboque do diesel vem a gasolina”. Ela disse que a companhia está se preparando para atender também toda a demanda nacional do produto. O Brasil importa cerca de 10% desse combustível, mas as compras do exterior aumentaram neste ano. Em março, os desembarques cresceram 194%, a 335,6 milhões de litros.
A presidente prevê aumento da gasolina em breve. “Quando estamos observando aumento do preço da gasolina, fazemos isso frente ao preço do etanol no mercado brasileiro nos últimos pouco mais de 15 dias. E nós tivemos um preço do etanol baixando bastante no mercado brasileiro. Ele é competidor, sim, do nosso mercado. Então, nós estamos agora tratando desse aumento de gasolina, mas sempre de olho no nosso market share e na evolução do mercado do etanol”, afirmou Magda Chambriard mais cedo.
Etanol é prioridade
Chambriard também afirmou que a prioridade no programa da estatal para transição energética é o etanol. “Apesar dos investimentos em [energia] eólica e solar, temos uma logística instalada que fala da possibilidade do etanol, biodiesel e combustíveis coprocessados com óleo vegetal. Estamos tratando o portfólio nessa direção”, declarou a presidente.












