O Banco de Brasília (BRB) dá um passo decisivo em sua reestruturação financeira com o recebimento de R$ 1 bilhão, nesta sexta-feira (15/5). O montante é a primeira parcela de um total de R$ 4 bilhões — fruto de uma negociação de ativos do Master com a gestora Quadra Capital — e marca o início de um plano concreto para converter ativos parados em liquidez imediata e recuperar a capacidade de conceder empréstimos. A informação foi confirmada ao Correio por uma fonte do alto escalão do banco.
A operação com a Quadra é o pilar central para que o banco recupere sua musculatura. O desenho financeiro é complexo: o saldo de R$ 21,9 bilhões da carteira Master foi negociado com um deságio de R$ 5 bilhões. Além do aporte de R$ 4 bilhões (com a primeira parcela liquidada nesta sexta-feira, 15), os R$ 11 bilhões restantes serão quitados ao longo do contrato. Somam-se a isso outro R$ 1,9 bilhão já negociado antecipadamente com bancos privados.
O objetivo final é injetar um total de R$ 6,6 bilhões para que a instituição se reenquadre nos índices regulatórios e neutralize riscos patrimoniais definitivos. Atualmente, o balanço do BRB trabalha com uma provisão de R$ 8,8 bilhões para créditos de liquidação duvidosa.
Embora a cúpula do banco acredite que o prejuízo real será inferior a esse teto, a estratégia de provisionar o valor máximo visa garantir estabilidade total perante o mercado.
O Governo do Distrito Federal (GDF), na condição de acionista controlador, lidera este processo de capitalização utilizando sete imóveis de alto valor como principal garantia. Contudo, o sucesso da operação ainda depende de um passo fundamental: o aval do Tesouro Nacional. Essa chancela é vista como o selo de credibilidade necessário perante o Banco Central e o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), permitindo que o BRB saia da posição defensiva para retomar o protagonismo no crédito nacional.











