ProQAS/AM amplia pesquisas sobre mercúrio no Amazonas


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(Foto: Daniel Fernandes/Ascom/UEA)

Manaus (AM) – O Programa de Monitoramento de Água, Ar e Solos do Estado do Amazonas (ProQAS/AM), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), passou a contar com a maior plataforma de monitoramento de contaminação por mercúrio da região Norte, instalada no laboratório da Escola Superior de Tecnologia (EST). A novidade foi apresentada nesta quinta-feira (14/5), durante coletiva realizada a bordo do barco-laboratório Roberto dos Santos Vieira.

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(Foto: Daniel Fernandes/Ascom/UEA)

Os novos equipamentos irão ampliar as análises desenvolvidas pelo Grupo de Pesquisa Química Aplicada à Tecnologia (GP-QAT), responsável por estudos sobre a contaminação por mercúrio na Amazônia em parceria com a Universidade Harvard desde 2023. A pesquisa acompanha três tipos de mercúrio: metálico, iônico e metilmercúrio, considerado o mais tóxico.

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(Foto: Gustavo Rodrigues/Ascom/UEA)

Com a nova estrutura, as amostras coletadas nas expedições poderão ser processadas no próprio Amazonas, fortalecendo a produção científica local e reduzindo a dependência de laboratórios de outros estados e países. Segundo o coordenador do programa, professor Sergio Duvoisin Junior, análises que antes levavam até três meses poderão ser concluídas em menos de um mês.

O metilmercúrio é uma substância altamente tóxica, capaz de se acumular nos organismos vivos e causar danos ao sistema nervoso central, especialmente em gestantes e crianças. A principal forma de contaminação ocorre pelo consumo de peixes e frutos do mar contaminados.

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(Foto: Gustavo Rodrigues/Ascom/UEA)

Antes da implantação da plataforma, as amostras eram enviadas para a Universidade Harvard, nos Estados Unidos. Agora, a parceria entre as instituições entra em uma nova etapa voltada à troca de conhecimento, formação de pesquisadores e cooperação científica internacional.

Os equipamentos ainda passarão por fase de testes e permitirão identificar diferentes espécies de mercúrio, além de realizar análises isotópicas para rastrear a origem da contaminação.

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(Foto: Daniel
Fernandes/Ascom/UEA)

O reitor da UEA, professor André Zogahib, destacou que o investimento fortalece a ciência produzida na Amazônia e amplia a autonomia da universidade em pesquisas ambientais e tecnológicas.

Atualmente, o ProQAS/AM reúne 15 projetos de pesquisa e conta com apoio do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Grupo Atem e Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Nova expedição

A segunda campanha de expedição pelo rio Madeira terá início no próximo sábado e contará com cinco tripulantes e oito pesquisadores. O percurso passará por 54 pontos de coleta entre Nova Olinda do Norte e Humaitá.

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(Foto: Gustavo Rodrigues/Ascom/UEA)

Durante 15 dias de navegação, a equipe irá analisar 164 parâmetros relacionados à qualidade da água, incluindo dados físicos, químicos, microbiológicos e metais em solução e suspensão. O trabalho será realizado no barco-laboratório Roberto dos Santos Vieira, equipado com quatro laboratórios, dormitórios e espaços de apoio.

Hipóteses sobre a contaminação

As equipes da UEA e da Universidade Harvard investigam diferentes hipóteses para identificar a origem do mercúrio no rio Madeira. Segundo o professor Sergio Duvoisin Junior, a contaminação pode estar ligada à ação de bactérias redutoras de sulfato presentes no fundo do rio. Já os pesquisadores de Harvard estudam a relação do mercúrio com macrófitas, plantas aquáticas comuns em rios e áreas alagadas da Amazônia.

(*) Com informações da assessoria

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