Para Chinaglia, a operação deveria ter sido previamente notificada ao Cade. Ele também quer que a superintendência apure se houve “gun jumping”, jargão do mercado que designa a consumação antecipada de uma operação de compra e venda (ou fusão). Essa prática, caso confirmada, configura infração à ordem econômica.
Pelo pouco que se sabe da transação, 100% da produção mineral será destinada aos EUA. Para o deputado, isso levaria a um fechamento — e não à abertura — do mercado de terras raras e o Brasil não teria acesso ao minério produzido no país pela empresa.
Existe ainda dúvida em relação à possibilidade de o próprio governo dos EUA, eventualmente, assumir o controle da Serra Verde.
Embora seja uma empresa privada, com ações negociadas na Nasdaq, a bolsa eletrônica dos EUA, a USA Rare Earth possui linhas de financiamento bilionárias concedidas por órgãos do governo norte-americano.
A própria Serra Verde recebeu R$ 1 bilhão em recursos provenientes desses créditos e, pelo acordo de compra e venda, terá de fornecer minérios a um preço predefinido.
Existe a suspeita de que, caso essas cláusulas não sejam cumpridas, o próprio governo de Donald Trump possa converter o empréstimo em ações da companhia, que passará a ser controlada pela USA Rare Earth.












