Uma área de baixa pressão atua nesta segunda-feira (25) sobre o Sul do Brasil e causa instabilidade no tempo com chuva em pontos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o Paraná, devendo se converter em ciclone extratropical ao alcançar o Oceano Atlântico entre esta terça (26) e a quarta-feira (27).

ARTE DE LEANDRO MACIEL
O mapa acima mostra a trajetória prevista para o ciclone extratropical no decorrer da semana, da sua formação perto do litoral do Rio Grande do Sul até o seu afastamento do continente, quando deve ocorrer a sua dissipação no final da semana.
A MetSul Meteorologia enfatiza que não se trata de um ciclone profundo, logo não será intenso, e a sua visualização nas imagens de satélite será a de uma pequena espiral de nuvens sobre o Atlântico a Leste do Sul do Brasil e ao Sul da Região Sudeste.
O principal efeito no continente deste sistema de baixa pressão é provocar chuva neste começo de semana nos três estados do Sul e que, isoladamente, pode ser forte e até com risco de queda localizada de granizo.
Nesta segunda (25), a baixa pressão trouxe chuva no Rio Grande do Sul até o fim da tarde de 41 mm em Santo Ângelo e em Campo Novo, 40 mm em Santo Cristo, 34 mm em Ajuricaba, 29 mm em Ajuricaba, 26 mm em Tenente Portela, 25 mm em Ibirapuitã, Giruá e Santa Rosa, 23 mm em Ijuí e São Paulo das Missões, 22 mm em Soledade e Pejuçara e 20 mm em São Luiz Gonzaga.
Em Porto Alegre, onde começou a chover às 17h desta segunda, o tempo vai seguir instável nesta noite e em grande parte da terça, mas a chuva terá maior intensidade entre hoje à noite e a manhã da terça-feira.
Nesta noite, a chuva afeta pontos de Santa Catarina e do Paraná assim como do Rio Grande do Sul. No território gaúcho, a instabilidade afeta o Noroeste, parte do Centro, Alto e Médio Uruguai, Planalto Médio, Vales, Serra, Grande Porto Alegre e o Litoral Norte.
Baixa pressão ainda traz chuva nesta terça
A baixa pressão estará nesta terça (26) nos litorais do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, favorecendo chuva em centenas de cidades dos estados gaúcho, catarinense e paranaense. Em pontos localizados, a chuva pode ser forte e mesmo com trovoadas e algum risco de granizo.
Apesar de chover em grande número de municípios do Sul do Brasil, a precipitação não vai alcançar todas as cidades. Setores da fronteira com o Uruguai e mais a Oeste do Rio Grande do Sul, por exemplo, podem registrar apenas aumento de nebulosidade sem chuva.
O sistema meteorológico no oceano deve induzir instabilidade entre esta terça (26) e a quarta (27) em pontos do Sul e do Leste de São Paulo, Rio de Janeiro e no Sul de Minas Gerais. Entre quinta (28) e sexta (29), o ramo frontal do ciclone pode gerar chuva com caráter isolado no Espírito Santo e no Sul da Bahia.
A área de baixa pressão atmosférica tende a se afastar da costa, sobre o Oceano Atlântico, no decorrer da quarta-feira. Com isso, a tendência é que ar mais seco e de alta pressão cubra a Região Sul ao longo da quarta com a presença do sol, embora com nevoeiro cedo e nuvens esparsas no decorrer do dia na maioria das cidades dos três estados da região.
Vento forte do ciclone vai ficar em alto mar
O campo de vento forte a intenso associado ao ciclone vai começar a se formar sobre o Atlântico entre esta terça (26) e a quarta (27). As rajadas de vento em alto mar, longe da costa, podem atingir 80 km/h a 100 km/h.

METSUL
Assim, enfatizamos que não será um sistema que traz maior preocupação com vento em terra firme no Sul e no Sudeste do Brasil porque o campo de vento muito forte deverá se limitar à zona oceânica.
A ciclogênese (formação do ciclone) pode provocar vento de 40 km/h a 60 km/h na tarde e noite desta terça no Litoral Médio e Litoral Norte do Rio Grande do Sul e durante a quarta no litoral de Santa Catarina.
Com o deslocamento do campo de vento para Leste e Nordeste, o vento se intensifica na quarta em áreas costeiras do Sudeste do Brasil, sobretudo em São Paulo e no Rio de Janeiro, mas não são esperadas rajadas intensas.












