(Foto: Diego Peres /Secom)
Manaus (AM) – Prefeitos do Amazonas devem levar à 27ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios o pedido de aumento de 1% no repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) para o mês de março, considerado um dos períodos de menor arrecadação para as prefeituras.
A pauta será defendida pela Associação Amazonense de Municípios (AAM), presidida por Anderson Sousa. Entre as reivindicações também estão mudanças na distribuição dos royalties do petróleo e mais investimentos federais para compensar o chamado “Custo Amazônico”, que encarece serviços públicos no interior do estado.
O pedido por mais recursos, porém, ocorre em meio a críticas sobre gastos milionários de prefeituras amazonenses com shows nacionais e eventos públicos.
Cachês milionários
Nos últimos anos, municípios do Amazonas passaram a chamar atenção por contratos elevados com artistas nacionais, mesmo enfrentando problemas em áreas como saúde, educação, saneamento e infraestrutura.
Em Coari, por exemplo, a programação de eventos de 2024 previa mais de R$ 2 milhões em cachês, incluindo apresentações de artistas como Xand Avião e Joelma.
Já em Manacapuru, no fim de 2023, um único show chegou a custar cerca de R$ 490 mil aos cofres públicos.
Outro caso é Tabatinga, que somou aproximadamente R$ 500 mil em contratos individuais com artistas nacionais durante programações festivas.
Os gastos passaram a ser alvo de questionamentos públicos e também do acompanhamento do Ministério Público do Amazonas (MPAM) e órgãos de controle.
Prefeitos defendem “Custo Amazônico”
Durante reunião em Manaus, Anderson Sousa afirmou que os municípios amazonenses enfrentam dificuldades diferentes do restante do país por causa da logística e das grandes distâncias.
Segundo ele, transportar alimentos, medicamentos e materiais para cidades do interior encarece os serviços públicos e exige mais apoio federal.
“Não dá para tratar um município do interior do Amazonas da mesma forma que uma cidade do Sudeste”, declarou.
A entidade também critica os critérios de distribuição dos royalties do petróleo, alegando que municípios produtores concentram recursos bilionários enquanto cidades amazônicas enfrentam dificuldades financeiras.
Iranduba cobra infraestrutura
O vice-prefeito de Iranduba, Robson Adriel (Republicanos), afirmou que o município precisa de mais investimentos em abastecimento de água e infraestrutura urbana devido ao crescimento populacional acelerado após a construção da Ponte Rio Negro. Segundo ele, a cidade pode se tornar a segunda maior do Amazonas nos próximos anos.
Embora prefeitos defendam mais repasses federais para compensar os custos da Amazônia, os gastos milionários com festas reacendem o debate sobre prioridades das administrações municipais.
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