O governo federal bloqueou hoje R$ 22,1 bilhões do Orçamento após forte aumento nas despesas previdenciárias. O bloqueio foi necessário para que o governo não rompesse o limite de despesas primárias estabelecidas por lei para 2026, que é de R$ 2,4 trilhões. Em março, o governo já havia bloqueado R$ 1,6 bilhão, totalizando, agora, R$ 23,7 bilhões.
O que aconteceu
A principal razão foi a alta de aproximadamente R$ 11,5 bilhões nas despesas da Previdência Social. Nos últimos meses, o governo reduziu a fila de espera de quem busca benefícios previdenciários, o que aumentou as despesas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Hoje em 2,3 milhões, os pedidos acumulados chegaram a 3,1 milhões no começo do ano. “É um valor até na margem, quando a gente considera o volume total de despesa previdenciária, em cerca de R$ 1 trilhão”, afirmou Bruno Moretti, ministro do Planejamento.
Outro motivo é o aumento de gastos com o BPC (Benefício de Prestação Continuada). “O BPC subiu R$ 14 bilhões”, afirmou Moretti. Trata-se de um benefício de assistência social pago pelo governo que garante o pagamento mensal de um salário mínimo a pessoas de baixa renda. O anúncio não informou se parte das emendas parlamentares será bloqueada. O detalhamento estará no Decreto de Programação Orçamentária e Financeiro, que será publicado na próxima sexta-feira (29).













