Mais de 70% dos deputados federais rejeitam projeto que acabaria com a escala 6×1

A Câmara dos Deputados rejeitou, com maioria expressiva, um projeto de lei que propunha o fim da escala 6×1, modelo de jornada que estabelece seis dias consecutivos de trabalho para apenas um de descanso. A proposta buscava ampliar o tempo de descanso semanal dos trabalhadores com carteira assinada, garantindo pelo menos dois dias livres.

Segundo levantamento, mais de 70% dos deputados federais votaram contra a medida, mantendo o atual regime previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A decisão provocou críticas por parte de movimentos sindicais e defensores de direitos trabalhistas, que apontam esgotamento físico e mental como uma das consequências da jornada atual.

O projeto, que ainda pode ser reapresentado com alterações, tinha como argumento central a melhoria da qualidade de vida do trabalhador, com base em dados que relacionam produtividade à saúde mental e descanso adequado.

Entidades empresariais, no entanto, se posicionaram contra a proposta, alegando impacto financeiro e logístico nas operações das empresas, especialmente nos setores de comércio, serviços e indústria.

Apesar da rejeição, a discussão reacende o debate sobre as condições de trabalho no Brasil e a representatividade das pautas trabalhistas no Congresso Nacional.

“É decepcionante. A maioria dos deputados prefere atender aos interesses empresariais do que à saúde do trabalhador”, afirmou um dirigente da CUT em nota.

Nas redes sociais, a repercussão da votação foi imediata. Internautas compartilharam listas com os votos dos parlamentares, cobrando posicionamento e maior atenção às pautas trabalhistas.

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