Parlamentares do Amazonas conciliam maternidade e atuação política


Na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputadas como Alessandra Campêlo, Débora Menezes, Dra. Mayara Pinheiro, Joana Darc, Mayra Dias e Professora Jacqueline dividem a rotina entre a atuação parlamentar e a maternidade. Na Câmara Municipal de Manaus (CMM), as vereadoras Thaysa Lippy e Yomara Lins também fazem parte do grupo de mães que ocupam espaços de decisão política no Amazonas.

Alessandra Campêlo costuma citar a maternidade em discursos voltados aos direitos das mulheres e à proteção da infância. Dra. Mayara Pinheiro, além de parlamentar, também atua como médica e frequentemente relaciona sua experiência como mãe às pautas de saúde materno-infantil.

Um dos casos mais conhecidos é o da deputada Joana Darc, mãe de Joaquim e Ana Darc. Joaquim possui síndrome de Down e já acompanhou a parlamentar em atividades no plenário da Aleam. A deputada se tornou uma das vozes mais ativas na defesa da inclusão, da maternidade atípica e do direito das mães de conciliarem a amamentação e os cuidados com os filhos ao ambiente de trabalho. Segundo Joana, a experiência como mãe de uma criança atípica ampliou sua visão sobre os desafios enfrentados por famílias amazonenses que convivem com deficiência.

A deputada Mayra Dias também viveu a maternidade durante o exercício do mandato. Ela chegou à Aleam com o filho Henry ainda bebê e, posteriormente, tornou-se mãe de Maya. A parlamentar compartilha frequentemente os desafios de conciliar a vida política, especialmente com agendas no interior do Amazonas, e a criação dos filhos pequenos.

Já a deputada Professora Jacqueline utiliza a experiência como mãe para defender pautas voltadas à educação e ao apoio às famílias de pessoas com deficiência. Na Câmara Municipal, Yomara Lins destaca a importância da presença feminina em espaços de decisão sem abrir mão da vida familiar. Thaysa Lippy, por sua vez, costuma utilizar sua experiência pessoal como mãe para defender propostas ligadas à infância e juventude.

A presença dessas parlamentares reflete uma mudança social observada também nos lares amazonenses. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no Censo Demográfico de 2022, mostram que 50,01% dos domicílios do Amazonas são chefiados por mulheres, enquanto 49,99% estão sob responsabilidade masculina. Em números absolutos, são aproximadamente 540,5 mil lares liderados por mulheres no estado.

O crescimento é expressivo quando comparado a 2010, período em que apenas 39,8% dos domicílios amazonenses tinham mulheres como principais responsáveis financeiros e familiares.

No cenário nacional, a maternidade também é predominante entre mulheres na política. Conforme levantamento do Congresso em Foco, ao menos 81% das parlamentares brasileiras têm filhos. O dado corresponde a 70 das 88 deputadas federais e 14 das 15 senadoras em exercício.

Além de ampliarem a representatividade feminina nos parlamentos, deputadas e vereadoras amazonenses também levam para o debate político experiências vividas dentro de casa, transformando desafios da maternidade em pautas voltadas à criação de leis, políticas públicas e ações de inclusão social.

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