Gabriel Jesus! Atacante brasileiro mais vezes campeão inglês pensa na Copa


Nesta conversa, ele fala também sobre suas duas disputas de Copa do Mundo e o que faltou para a seleção ser hexa na Rússia ou no Qatar:

PVC – O Arsenal está há 22 anos sem ganhar o título inglês. É o mesmo tempo sem títulos do Palmeiras que você ajudou a acabar, em 2016. É parecido ou as situações são difetente?s
GABRIEL JESUS:
Essa é uma ótima lembrança, positiva, e que espero que se concretize aqui também no Arsenal (risos). Eu lembro até hoje que, no Palmeiras, a pressão era enorme. O Palmeiras sempre foi um clube habituado a ganhar títulos nacionais e isso pesava, a cobrança era grande, e com a chegada do Cuca naquela ocasião o time encaixou muito bem. Lembro que fizemos jogos decisivos, um deles em que dei uma asssistência para o gol do Dudu, contra o Botafogo (vitória de 1×0), e ali ficamos muito próximos do título. Com o Arsenal, acredito que o sentimento seja o mesmo. É um clube que sempre esteve entre os maiores campeões da liga, e esse período sem títulos da Premier incomoda muito o torcedor, assim como era no Palmeiras. Agora faltam poucas rodadas e vamos seguir firme por esse objetivo.

PVC – Copa do Mundo. Você acha que o Brasil é injusto com o seu desempenho em 2018 e 2022?
GABRIEL JESUS –
Eu acredito que são situações diferentes, mas que as críticas pelo desempenho a todos é justa. O Brasil sempre foi um país acostumado com títulos e minimamente de chegar à final, e esse período sem ganhar uma Copa acaba refletindo no torcedor, claro. Em 2018 eu cheguei mais novo, mas desempenhei uma função diferente, em prol da equipe. É claro que isso não é uma desculpa, já disse que me frustro muito, mas se você analisar, eu tive poucas chances claras na competição. Nas Eliminatórias para 2018 mesmo, eu fiz 10 gols em 17 jogos, e na Copa foi diferente muito por causa da função em que eu desempenhava. E sempre bom lembrar do pênalti em cima de mim contra a Bélgica (quartas-de-final). Eu até disse isso na época, os próprios jogadores como o Kompany e o De Bruyne admitiram isso na ocasião. Já em 2022 eu começo os dois jogos no banco, e no último jogo da fase de grupos saio lesionado. Então é uma avaliação mais difícil de fazer.

PVC – A avaliação geral aumenta sua vontade de jogar em 2026? Você acredita que pode ir?
GABRIEL JESUS:
Eu voltei de uma grave lesão no começo deste ano, e no retorno, mesmo entrando nos minutos finais, fiz alguns gols e entrei bem. Depois fomos alternando alguns jogos no banco, e eu tenho essa consciência que nesses últimos meses, outros jogadores das ligas europeias estavam performando e foram chamados, mas quero acreditar até o fim que é possível. Eu amadureci ainda mais desde 2022 e consigo ajudar em várias funções, criando chances, abrindo espaços e servindo os companheiros com assistências. Também posso jogar nos dois lados do campo, como ponta. Isso me faz crer que tudo ainda é possível.

PVC – Há quem diga que você é o único centroavante brasileiro sem fazer gol em Copas. Aí uma pergunta. Você se considera centroavante? Ou você é um atacante, ponta de Lança? É uma frustração não ter feito gol em Copa ou foi da sua função?
GABRIEL JESUS –
Como eu disse acima, desde o começo da minha carreira que eu consigo desempenhar várias funções, e é claro que fui aperfeiçoando isso com as minhas passagens pelo City e Arsenal. Claro que ficou a frustração por não ter feito gols em Copas, mas como eu disse, 2018 eu fiz uma função tática muito em prol da equipe, do esquema de jogo, e tive pouquíssimas chances de gol. E também acho que é legal lembrar dos 10 gols em 17 jogos nas Eliminatórias, que nos fez chegar até lá. Atacante vive de gols é claro, e no futebol atual, moderno, é necessário desempenhar todas essas funções, como tenho procurado fazer já há muitos gols aqui na Inglaterra.

PVC – Quando o Brasil esteve mais perto de ganhar a Copa? 2018 ou 2022?
GABRIEL JESUS:
Bom, se o pênalti contra a Bélgica em cima de mim tivesse sido marcado, e depois feito, poderia ser diferente (risos). Acredito que merecíamos ter passado aquele jogo, principalmente pelo que fizemos no segundo tempo. Além disso, a Bélgica era uma das principais seleções do mundo naquele ano, tanto que caiu para a campeã França num jogo bem amarrado. Em 2022 também tivemos grandes chances de passar pela Croácia, mas esses jogos únicos são decididos em poucos detalhes, e foi o que aconteceu.





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