Petrobras reduz para R$842,4 milhões custo de poço na Foz do Amazonas


O custo do poço pioneiro que a Petrobras está perfurando no bloco FZA-M-59, na bacia da Foz do Amazonas será menor que o inicialmente previsto. 

Segundo informações prestadas pela estatal ao Ibama, a estimativa referente a Morpho caiu de R$861,8 milhões (US$167mi), calculada em 2022, para R$842,4mi em valores de 2025, principalmente em função de ganhos de eficiência.

A Petrobras explicou que a redução resulta também de revisões técnicas e de planejamento realizadas desde a apresentação da estimativa original, além da atualização de premissas econômicas e operacionais.

Entre os fatores apontados estão ganhos de escala e melhores condições de negociação com fornecedores de serviços de perfuração, logística e apoio marítimo, após o reposicionamento do projeto no portfólio da companhia.

Segundo a Petrobras, também houve atualização dos custos de perfuração com base em informações mais recentes de mercado, histórico de contratos comparáveis e ajustes nas estratégias operacionais, o que aumentou a previsibilidade dos gastos.

A estatal acrescentou que realizou ajustes no sequenciamento das atividades, na racionalização de interfaces operacionais e adoção de soluções técnicas mais eficientes.

Segundo a empresa, as alterações “não representam redução de escopo, nem flexibilização dos compromissos ambientais ou operacionais assumidos perante esse Instituto.”

A Petrobras manteve a taxa de câmbio de referência de US$1 para R$5,40 nas duas estimativas.

Novos poços

A Petrobras espera por uma autorização do Ibama para incluir na licença ambiental do  FZA-M-59 a perfuração de três poços contingentes, denominados Manga, PAD Morpho e Crotalus.

De acordo com a companhia, a perfuração desses poços dependerá dos resultados obtidos em Morpho, previsto para ser concluído em agosto. Por isso, ainda não há cronograma definido para o início das atividades.

Os poços Manga, PAD Morpho e Crotalus serão perfurados em lâminas d’água de 2.811m, 2.991m e 2.914m, respectivamente, com duração estimada entre 150 e 160 dias. As profundidades máximas previstas são de 7.000m para Manga, 7.231m para PAD Morpho e 6.381m para Crotalus.

A companhia informou que pretende utilizar a sonda Amaralina Star (NS-43), da Constellation, na perfuração dos três poços contingentes, mas solicitou a manutenção da ODN-II (NS-42), da Foresea, no escopo da licença para eventual 

(A versão original deste conteúdo foi redigida em português)



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