‘Preciso me apaixonar por mim mesma de novo’: Sobrevivente de ataque com ácido busca recuperar autoestima e ajudar outras vítimas


Nafiah Ikram entrou em um salão de manicure em Long Island, nos Estados Unidos, para sua consulta mensal, vestindo um conjunto de moletom rosa e branco. Ela usava fones de ouvido rosa combinando. Queria se sentir bonita novamente e talvez algo mais profundo. A consulta é um ritual em sua jornada para recuperar a normalidade, para vencer o “monstro” no espelho, como ela às vezes descreve seu reflexo. Cinco anos atrás, em Nova York, um ataque com ácido queimou sua pele lisa e morena, deixando cicatrizes faciais permanentes.

— Estou fazendo o possível para reencontrar a versão de mim mesma que eu me lembro, porque ela era feliz — disse Ikram, de 27 anos.

Essa versão de si mesma, diz ela, praticamente desapareceu. Mas a nova e a antiga se encontram ocasionalmente dentro do salão, às vezes no espelho do quarto, às vezes em momentos tranquilos de introspecção e fugaz autoaceitação.

Tudo começou com um estranho, parcialmente coberto por um moletom com capuz, que jogou ácido de bateria em seu rosto enquanto ela caminhava para a porta de casa depois de trabalhar em uma farmácia. O rosto do estranho a assombrou todas as noites durante anos, enquanto a polícia do Condado de Nassau investigava, mas sem obter muitas pistas.



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