Após rescindir com o Amazonas, o zagueiro Léo Coelho viu seu nome repercutir nacionalmente e internacionalmente após a publicação do anúncio do clube. Em post no Instagram, a equipe da série C informou sobre a rescisão com um compilado de falhas do defensor que geraram gols aos adversários.
A razão disso foi a forma como se deu o encerramento de vínculo, pois ela foi feita judicialmente e com os representantes do jogador pedindo R$ 8 milhões do Amazonas devido a atrasos em pagamentos de direitos de imagem e CLT, entre outras questões internas.
Com 33 anos, o defensor possui uma longa trajetória por clubes paulistas, mexicanos e os dois principais times do Uruguai, Nacional-URU e Peñarol. Mas, antes de chegar a esses clubes, Coelho quase desistiu do esporte em duas oportunidades.
Léo sequer passou pelas categorias de base até os 17 anos e já cogitava seguir o caminho da universidade após concluir o ensino médio. Os planos, porém, mudaram quando recebeu um convite do Nacional-SP para integrar a equipe júnior. Depois de disputar algumas edições da Copa São Paulo e conquistar o título da Série B do Campeonato Paulista (quarta divisão), o atacante ainda defendeu o Grêmio Barueri antes de chegar ao Penapolense para disputar a Série A1 do Estadual.
O zagueiro ainda fez parte do elenco do Paraná que disputou a série B em 2015 e, após uma curta passagem pelo Rio Claro, defendeu o time B do Santos na Copa Paulista, se destacou e foi integrado aos profissionais por Dorival Júnior em 2016, mas não atuou em nenhuma partida.
Rodou por mais times de São Paulo como Rio Claro, Portuguesa e Comercial, até ficar desempregado por quatro meses, após a disputa do Paulista A3. Durante esse período, Léo mudou a carteira de habilitação para atuar como motorista de aplicativo e iniciar em um emprego como vendedor de carros.
Entretanto, uma semana antes de começar no novo trabalho, o Fénix, da primeira divisão uruguaia, entrou em contato para oferecer testes ao jogador. Em pouco tempo, ele agradou o treinador Juan Ramón Carrasco e virou um dos pilares da equipe, inclusive sendo capitão na participação na Sul-Americana de 2020.
O brasileiro foi vendido ao San Luís do México, mas retornou em menos de um ano para assinar com o Nacional. Assim que seu contrato com o tricampeão da Libertadores acabou, o defensor fechou com o Peñarol. A troca entre rivais gerou polêmica, inclusive rendendo ameaças de torcedores do antigo clube.
Agora, com 33 anos, Léo Coelho vive mais um encerramento de vínculo conturbado, mesmo não sendo o único atleta do atual elenco que acionou o Amazonas na justiça.













