SC tem 5,7 mil internações por SRAG e entra em alerta por avanço dos vírus, diz Fiocruz


Santa Catarina mantém um cenário de atenção para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com aumento de casos relacionado à maior circulação de vírus respiratórios durante o inverno. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES), o Estado já registrou, em 2026, mais de 5,7 mil hospitalizações e 269 mortes por SRAG.

Continua depois da publicidade

O avanço das doenças respiratórias ocorre em um período marcado por temperaturas mais baixas, que favorecem a permanência das pessoas em ambientes fechados e com pouca ventilação — condições que facilitam a transmissão de vírus como influenza, vírus sincicial respiratório (VSR), rinovírus e outros agentes causadores de infecções respiratórias.

Vacina contra Influenza: quem pode receber?

Continua depois da publicidade

O alerta também aparece no boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quinta-feira (25). O levantamento aponta que Santa Catarina está entre os estados com sinal de crescimento na tendência de longo prazo dos casos de SRAG, considerando as últimas seis semanas até a Semana Epidemiológica 24, entre 14 e 20 de junho.

De acordo com a Fiocruz, o aumento dos casos de SRAG em Santa Catarina e em outros estados brasileiros está associado principalmente à VSR. Também há impacto das influenzas A e B. No Estado, as hospitalizações por influenza A permanecem em níveis elevados, enquanto os casos graves por influenza B seguem aumentando.

Continua depois da publicidade

A situação também aparece na capital catarinense. Florianópolis está entre as oito capitais brasileiras com nível de atividade de SRAG classificado como alerta, risco ou alto risco, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo até a semana epidemiológica 24.

Crianças pequenas e idosos são os mais afetados

Os dados nacionais mostram que a SRAG continua tendo maior impacto nas crianças pequenas e nos idosos. Segundo o InfoGripe, a incidência é mais elevada entre crianças menores de dois anos, principalmente em razão do VSR. Já a mortalidade é maior entre pessoas com 65 anos ou mais, com destaque para casos associados ao vírus influenza A.

Continua depois da publicidade

Em Santa Catarina, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive/SC) reforça que os grupos mais vulneráveis — crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas — precisam de atenção redobrada neste período.

— Estamos em um período de maior circulação de vírus respiratórios e de aumento da demanda pelos serviços de saúde. A vacinação contra a influenza continua sendo a medida mais eficaz para prevenir hospitalizações e óbitos — afirma João Augusto Fuck, diretor da Dive/SC.

Continua depois da publicidade

Apesar da oferta gratuita da vacina contra a influenza para toda a população a partir dos seis meses de idade, a cobertura vacinal dos grupos prioritários em Santa Catarina está em 45,61%, abaixo da meta de 90% estabelecida pelo Ministério da Saúde.

A SES orienta que pessoas que ainda não receberam a vacina procurem uma unidade de saúde para completar a imunização.

Continua depois da publicidade

Além da influenza, a Fiocruz reforça a importância de manter a vacinação contra outros vírus respiratórios, como a Covid-19, especialmente para idosos e pessoas imunocomprometidas que fazem parte dos grupos elegíveis para doses de reforço.

Resto do Brasil também está em alerta

O aumento da SRAG não é exclusivo de Santa Catarina. Segundo a Fiocruz, todas as unidades da Federação, com exceção de Rondônia, Piauí e Pernambuco, apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas analisadas.

Continua depois da publicidade

Além de Santa Catarina, outros sete estados apresentam tendência de crescimento de longo prazo: Alagoas, Amapá, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro e Roraima.

Na região Sul, os casos de SRAG por VSR continuam aumentando em Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Já as hospitalizações por influenza A permanecem elevadas nos três estados.

Continua depois da publicidade

O boletim também aponta aumento de casos graves por influenza B em boa parte do Centro-Sul do país, incluindo Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul.

No total, em 2026, o Brasil já notificou 97.813 casos de SRAG, sendo que cerca de metade teve resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório. Entre os casos positivos nas últimas quatro semanas epidemiológicas, o VSR foi o vírus mais identificado, seguido por rinovírus e influenzas A e B.

Continua depois da publicidade

Prevenção

A SES/SC reforça medidas simples para reduzir a transmissão:

  • manter a vacinação contra a influenza em dia;
  • higienizar as mãos com frequência;
  • manter ambientes ventilados;
  • usar máscara ao apresentar sintomas respiratórios;
  • cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar;
  • evitar contato próximo com pessoas gripadas;
  • não compartilhar objetos pessoais;
  • procurar atendimento médico em caso de piora dos sintomas.

A recomendação é que pessoas com sintomas de gripe ou resfriado evitem sair de casa. Quando isso não for possível, a orientação é usar máscara para reduzir o risco de transmissão.

Continua depois da publicidade



Source link

Compartilhe nas Redes

últimas noticias