Um homem de 37 anos foi hospitalizado em São Paulo com suspeita de doença pelo vírus Ebola. Ele está internado em isolamento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, na capital, e passa por testes.
De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde do estado, o paciente esteve na República Democrática do Congo (RDC) recentemente e apresentou febre, um dos sintomas da doença causada pelo vírus. O país do continente africano enfrenta uma epidemia de Ebola, com o registro de cerca de 170 mortes. Uganda, país que faz fronteira com a República Democrática do Congo, já registrou três casos.
Como ocorre a transmissão do Ebola?
O vírus do ebola pode ser transmitido por meio do contato com sangue, tecidos ou fluidos corporais de alguém infectado – incluindo animais ou cadáveres –, ou a partir do contato com superfícies e objetos contaminados.
Se comparado à Covid-19, por exemplo, o risco de contágio é bem menor, já que o vírus Ebola não é transmitido pelo ar. Isso faz com que os riscos de uma nova pandemia sejam pequenos.
Outra coisa que torna o risco de transmissão menor é que, com o Ebola, não há transmissão durante o período de incubação. A infecção se torna transmissível geralmente a partir do momento em que o paciente já apresenta sintomas, o que facilita o rastreamento de contatos e o controle da doença.
“O surto é preocupante, mas o risco de pandemia igual ao da Covid é pequeno. Dessa vez, o surto demorou para ser detectado porque a Organização das Nações Unidas sofreu um desmonte de recursos de programas na África“, afirmou a médica infectologista Mirian Dal Ben, do Hospital Sírio-Libanês, em entrevista recente à CNN Brasil.
Os sintomas, que surgem entre dois e 21 dias após o contágio, incluem febre alta, dor de cabeça, dores no corpo, vômitos e diarreia. Em casos mais graves, o paciente pode evoluir para febre hemorrágica, com risco de sangramentos.
Como é possível se prevenir do Ebola?
Por enquanto, ainda não há nenhuma vacina disponível para uso clínico. A melhor prevenção é evitar o contato com animais ou pessoas doentes que possam estar com o vírus. As principais medidas, segundo o Ministério da Saúde, são:
- Evitar áreas de surto;
- Lavar as mãos com frequência;
- Evitar contato com pessoas infectadas;
- Não manusear corpos de pessoas infectadas.
Uma das formas de combate à doença, conforme pontuou a especialista, é o envio de água e de materiais hospitalares e sanitários para as regiões de surto no continente africano. “Se forem instaladas medidas de saúde pública e se as fronteiras forem monitoradas, se houver rastreamento, facilita o controle da doença”, acrescenta Dal Ben.












