Trabalho ‘invisível’ sustenta Raphinha na seleção apesar de jejum


Raphinha foi o líder absoluto do Brasil em situações de pressionar os adversários sem a bola: foram 47 vezes, oito a mais do que Vini Jr, o segundo colocado, e 13 a mais do que Paquetá, o terceiro.

O atacante do Barcelona também foi o jogador que mais correu dentro de campo pela seleção brasileira, com 11,7 km percorridos. Raphinha ainda foi também o jogador do time que passou mais tempo nas três zonas de maior velocidade medidas pela Fifa acima de 25 km/h.

A própria seleção identificou o esforço acima da média, e Raphinha foi preservado de um treinamento depois do empate diante dos marroquinos. Até hoje ele ainda tem convivido com bolhas nos pés.

Raphinha se sustenta na seleção apesar de ainda não repetir o futebol mostrado no Barcelona pelo papel que desempenha sem a bola, o esforço e a entrega dentro de campo e, claro, pelo potencial ofensivo quando conseguir entregar pela seleção ofensivamente o que faz pelo clube.

“A partir do momento que a gente está sendo cobrado por algo que está fazendo no clube, eu acho que é porque a gente tem total capacidade de fazer isso pela seleção também”, disse Raphinha antes do jogo contra Marrocos. “Eu, mais do que ninguém, eu sou um que, se tiver que falar que a gente precisa melhorar, eu vou falar e não tenho problema com isso. Acho que a gente pode melhorar, não só eu como vários jogadores também têm essa consciência. A gente está trabalhando para conseguir isso.”

Raphinha deve seguir como titular na seleção brasileira hoje diante do Haiti, na Filadélfia, às 21h30 (de Brasília). Ele soma 11 gols em 40 jogos pela seleção brasileira, e marcou pela última vez em março do ano passado na vitória por 2 a 1 diante da Colômbia.





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