Como a guerra no Irã está espalhando caos no mundo?
Aumento nos preços dos combustíveis e energia por causa do fechamento do Estreito de Ormuz tem provocado protestos e tumultos em muitos países. Crédito: Carolina Marins (roteiro), Ariel Liborio (edição), Vitória Schmitz (produção) e Felipe Pedro (fotografia)
O presidente americano, Donald Trump, anunciou a retomada de ataques ao Irã neste sábado, 27, dias após negociações para uma trégua na guerra no Oriente Médio. “Aeronaves dos Estados Unidos acabaram de atacar locais de armazenamento de mísseis e drones iranianos, além de estações de radar costeiras, por violarem o acordo de cessar-fogo, mais uma vez”, escreveu Trump, em postagem em sua rede social.
Na publicação, o presidente americano ainda ameaçou a própria existência do país persa. “Pode chegar um momento em que não seremos mais capazes de agir com sensatez e seremos forçados a concluir militarmente a tarefa que iniciamos com tanto sucesso. Se isso acontecer, a República Islâmica do Irã deixará de existir”, escreveu.
O Exército americano confirmou a ofensiva, afirmando ter atingido “múltiplos alvos” no Irã, em resposta a um novo ataque iraniano contra um navio nas proximidades do Estreito de Ormuz, a foz estreita do Golfo Pérsico que, antes do início do conflito, transportava um quinto do petróleo e do gás natural do mundo.
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Especialistas ouvidos pelo Estadão explicam que o uso potencializado da IA gera uma instabilidade informacional sem precedentes no cenário geopolítico moderno. Crédito: Imagens de apoio: AFP/Edição: Laís Nagayama
Segundo publicação do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) no X (antigo Twitter), a Força Aérea americana “realizou novos ataques contra múltiplos alvos no Irã”, dirigidos contra “infraestruturas de vigilância militar iranianas, sistemas de comunicação, instalações de defesa aérea, depósitos de drones e meios utilizados para a colocação de minas”.
Segundo o Centcom, os bombardeios foram realizados em represália a um ataque cometido por um drone iraniano contra um petroleiro de bandeira panamenha. A embarcação transportava mais de dois milhões de barris de petróleo bruto pelo Estreito de Ormuz.
Veículos de comunicação iranianos informaram sobre várias explosões nas regiões de Sirik e Qeshm, no sul do país.

O presidente americano Donald Trump voltou a ameaçar a existência do Irã Foto: Ken Cedeno/AFP
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, reformou o discurso de soberania do país asiático durante uma visita de Estado ao Iraque neste domingo, 28.
“Qualquer interferência nesta matéria, qualquer tentativa de estabelecer arranjos novos ou separados daqueles que são levados a cabo pela República Islâmica do Irã, apenas levará a mais complicações, atrasará a reabertura do Estreito de Ormuz e aumentará o nível de tensão, tal como nas últimas duas noites testemunhámos incidentes no Estreito de Ormuz que levaram a um aumento da tensão e do confronto”, disse ele em Bagdá.
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Na sexta-feira, os Estados Unidos realizaram seu primeiro ataque contra o Irã desde a assinatura do memorando de entendimento entre os dois países, em 17 de junho. O acordo estabeleceu um cessar-fogo e abriu um período de negociações para um tratado de paz.
Em resposta, Teerã afirmou ter atacado alvos americanos na região do Golfo. O Centcom informou que “o tráfego de navios comerciais continua no Estreito de Ormuz”, apesar dos ataques recentes./COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS













