Para um certo tipo de pessoa, Dubai tinha tudo. Imensos shopping centers com ar-condicionado, boas escolas para os filhos, baixa pluviosidade e impostos ainda mais baixos. Antes da guerra com o Irã, também era excepcionalmente segura.
Mas as cidades do Golfo se tornaram muito menos atraentes para expatriados recentemente. Na verdade, nenhuma outra região teve uma queda tão grande na qualidade de vida este ano, segundo o índice anual da EIU, empresa irmã da The Economist.
O ranking foi criado para ajudar departamentos de RH a calcular adicionais de dificuldade para funcionários no exterior. Ele avalia 173 cidades em cinco categorias: saúde, cultura e meio ambiente, educação, infraestrutura e estabilidade.
O Brasil teve três cidades incluídas no ranking. O Rio de Janeiro é a melhor colocada na 108ª posição, sete postos à frente de São Paulo. Manaus ocupa o 134° lugar da lista.
A cidade mais habitável do mundo este ano? Copenhague, que pode comemorar seu segundo ano consecutivo no topo. Viena e Melbourne, na Austrália, ficam logo atrás. Vancouver (9º lugar) é a única cidade da América do Norte a alcançar o top 10; Tóquio (10º lugar) é a única megacidade a entrar na lista, já que trânsito congestionado e criminalidade tendem a penalizar as maiores cidades no índice.
As dez melhores cidades para se viver
| Posição | Cidade | Pontuação |
| 1ª | Copenhague (Dinamarca) | 98 |
| 2ª | Viena (Áustria) | 97,1 |
| 3ª | Melbourne (Austrália) | 97 |
| 4ª | Sydney (Austrália) | 96,6 |
| 5ª | Zurique (Suíça) | 96,4 |
| 6ª | Genebra (Suíça) | 96,1 |
| 7ª | Osaka (Japão) | 96 |
| 8ª | Adelaide (Austrália) | 95,9 |
| 9ª | Vancouver (Canadá) | 95,8 |
| 10ª | Tóquio (Japão) | 95,7 |
Damasco, a capital síria devastada pela guerra, permanece na última posição, onde está desde 2013. Teerã, outra capital arrasada pela guerra, caiu duas posições e entrou no grupo das dez piores. Todas as quedas mais acentuadas deste ano foram no Oriente Médio.
Após uma série de ataques com drones iranianos, Mascate caiu 14 posições para o 123º lugar —a maior queda de todas. Doha, um ímã para expatriados, caiu sete posições para o 108º lugar. Dubai e Abu Dhabi caíram quatro posições cada, para o 79º e 76º lugares, respectivamente.
As dez piores cidades para se viver
| Posição | Cidade | Pontuação |
| 1ª | Damasco (Síria) | 31,6 |
| 2ª | Trípoli (Líbia) | 40,9 |
| 3ª | Daca (Bangladesh) | 41,7 |
| 4ª | Karachi (Paquistão) | 42,7 |
| 5ª | Argel (Argélia) | 42,8 |
| 6ª | Lagos (Nigéria) | 43,5 |
| 7ª | Porto Moresby (Papua Nova Guiné) | 44,1 |
| 8ª | Kiev (Ucrânia) | 44,5 |
| 9ª | Harare (Zimbábue) | 44,7 |
| 10ª | Teerã (Irã) | 45,3 \ |
A China liderou as melhorias. Após anos de investimento público, todas as cidades chinesas no índice elevaram sua pontuação em saúde. As melhorias incluem ampliação da cobertura de saúde e avanços em direção à meta governamental de ter instalações médicas acessíveis a no máximo 15 minutos de caminhada de cada morador.
Os shopping centers chineses até rivalizam com os de Dubai. Mas as posições do país no ranking são prejudicadas por uma cultura de vigilância e problemas ambientais. A China também é um dos países com pior classificação no índice de democracia da EIU. É improvável que atraia uma onda de ocidentais avessos a impostos tão cedo.
Texto do The Economist, traduzido por Fernando Narazaki, publicado sob licença. O artigo original, em inglês, pode ser encontrado em www.economist.com













