O estado do Amazonas registrou uma redução de 87% nos focos de incêndio entre janeiro e agosto de 2025, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (18/9) durante reunião do Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais.
O governador Wilson Lima atribuiu a queda à expansão dos Grupamentos Integrados de Combate a Incêndio e Proteção Civil (GCIPs) no interior do estado. Atualmente, dez municípios contam com essas unidades, que permitem resposta mais rápida a queimadas, sem necessidade de deslocamento de equipes da capital ou da Força Nacional.
A meta do governo é alcançar 16 unidades até o fim de 2025 e chegar a 32 municípios atendidos até 2026, quase triplicando a atual estrutura do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM).
Novos investimentos e tecnologia
Durante o encontro, o governador também anunciou a assinatura de um convênio de R$ 13,2 milhões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a aquisição de cinco viaturas do tipo Auto Bomba Florestal. Os veículos estão previstos para serem entregues em 2026 e atenderão futuras bases em Borba, São Gabriel da Cachoeira, Atalaia do Norte, Eirunepé e Canutama.
Outra medida apresentada foi o lançamento do sistema Defesa Civil Alerta, que enviará mensagens gratuitas para celulares em caso de risco. O primeiro teste do sistema está previsto para ocorrer neste sábado (20/9) nos municípios de Manaus, Manacapuru, Iranduba e Novo Airão.
Desde o início do ano, já foram inauguradas 11 unidades do GCIP em cidades como Tapauá, Maués, Lábrea e Coari. Cada base conta com cinco bombeiros militares, brigadistas locais e apoio logístico das prefeituras. Os brigadistas recebem treinamento com duração de até 18 meses, com foco em combate a incêndios florestais e urbanos, salvamento aquático e atendimento pré-hospitalar.
Estiagem severa
De acordo com o secretário estadual de Meio Ambiente, Eduardo Taveira, a descentralização das ações tem sido essencial para conter queimadas em regiões vulneráveis durante o período de estiagem. A previsão do governo é de que a seca de 2025 atinja até 30 municípios e impacte cerca de 120 mil famílias.












