Ancelotti tentou corrigir o problema com a entrada de Ederson – o volante que nem sequer estava na lista original dos 26 e foi convocado após a lesão de Wesley. Dentro de campo, um time inédito, com peças que não participaram da preparação, um meio que não jogou junto e três atacantes acostumados a atuarem sem responsabilidades defensivas sem a bola.
Endrick falhou na marcação pela direita, a cobertura não aconteceu, a Noruega cruzou na área e Haaland marcou o primeiro. Depois, com espaço, bateu da entrada da área para marcar o segundo.
Foram 30 minutos que indicaram que a relutância de Ancelotti em convocar Neymar enquanto ele lutava contra lesões e para entrar em forma, sem nunca parecer ao longo de um ano e meio uma sombra do jogador que foi um dia, tinha fundamento.
Igualmente, indicaram o mesmo sobre a relutância em utilizar Endrick nas funções que eram exercidas por Raphinha e depois Rayan, e que exigiam um papel fundamental de recomposição e pressão sem a bola.
Em algum momento ao longo da Copa, Ancelotti decidiu que seria razoável apostar em um Neymar que passou 28 dos 41 dias em que a seleção esteve reunida sem condições de jogo e que tinha atuado por 15 minutos no Mundial para mudar um jogo decisivo e equilibrado.
E que, com o camisa 10 em campo como último homem do ataque, Endrick e Vini Jr. seriam capazes de carregar as responsabilidades para suportar o sistema, ou, ao menos, compensar o desequilíbrio com o poder de decisão na frente.













