Boa notícia: estamos no caminho para tornar o câncer de pâncreas curável


Brian Wolpin mostrou que, após um ano, 55,3% dos que engoliram o remédio todo dia estavam vivos, contra 18,7% daqueles que receberam quimioterapia no estudo de fase 3 chamado RASolute-302, realizado em seis países da América do Norte, da Europa e da Ásia. Nele, 500 homens e mulheres com câncer metastático foram sorteados para cair ou no grupo do novo medicamento ou no da quimioterapia.

Mas veja bem: os médicos que bateram palmas não comemoravam apenas o aumento médio de 13,2 meses na sobrevida de quem tomou daraxonrasibe contra 6,7 meses do grupo tratado com quimioterápicos, embora isso já seja um feito gigantesco, ainda mais contando que o novo remédio aliviou as dores terríveis provocadas por esse tipo de tumor.

Os congressistas tampouco tiveram aquela reação só porque, entre os participantes que usaram o daraxonrasibe, o tempo livre do câncer de pâncreas durou em média 7,3 meses, enquanto a doença levou menos de 3,5 meses para voltar nos que receberam químio. Eles sabem que o que viram na Asco pode apontar para algo muito, mas muito maior.

O que o futuro é capaz de reservar

“Até o momento, podemos dizer que o paciente terá maiores chances de ficar com a doença controlada”, diz o oncologista Pedro Uson, especialista em tumores do aparelho digestivo do Einstein Hospital Israelita, em São Paulo. Ele, que também está na Asco, aposta alto, contagiando de esperança qualquer um ao seu lado: “No futuro, quando for aprovada, essa molécula poderá ser incorporada antes da cirurgia, o que fará com que, em alguns casos, a gente consiga extirpar tumores que hoje são inoperáveis.”

Isso porque a localização de certos tumores pancreáticos complica demais as coisas. Às vezes, eles estão quase grudados na artéria mesentérica, por exemplo, que passa por ali e vai irrigar o intestino. Já pensou no estrago, caso um vaso assim termine danificado?



Source link

Compartilhe nas Redes

últimas noticias