A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretária Municipal de Relações Institucionais e de Promoção da Igualdade Racial (Semuripir), em parceria com o Ministério da Igualdade Racial (MIR), lançou, nesta terça-feira, 2/6, a campanha “Todos por uma Educação Antirracista”, em evento realizado no Casarão da Inovação Cassina, localizado na rua Bernardo Ramos, no Centro. O evento contou com a presença de conselheiros municipais do movimento negro e representantes da sociedade civil.
O diretor da Semuripir, Christian Rocha, destacou que a campanha reforça o compromisso da Prefeitura de Manaus com a promoção da igualdade racial. Segundo ele, a criação da primeira secretaria municipal voltada à temática fortalece a construção de políticas públicas permanentes.
“A cada passo que a prefeitura dá para fortalecer a educação antirracista é um grande marco para a cidade de Manaus. A cada capacitação, a cada pauta sugerida e concluída, é necessário que a gente possa enxergar que a prefeitura tem esse compromisso determinado pelo prefeito Renato Junior”, disse.
O primeiro dia de evento iniciou com a entrega do “Selo Antirracista”, palestra sobre heteroidentificação e a oficina “Sinapir”, com representante do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial.
Durante a oficina, foram promovidas discussões com o MIR sobre ações de fortalecimento voltadas à população negra, comunidades tradicionais de matriz africana, comunidades quilombolas e povos de terreiro.
A palestrante Natália do Socorro Lima, coordenadora-geral nacional de Articulação do Sinapir, afirmou que o principal objetivo é avançar na igualdade racial e integrar Manaus com o ministério.
“A gente chega aqui com a perspectiva de avançar. Avançar nas adesões, compreender onde estão os entraves e como o ministério pode atuar, de forma coletiva, não só com os movimentos sociais, mas com as representatividades, porque os conselhos municipais têm suas representatividades, com povos de terreiros, educação, capoeira e todos os segmentos”, informou.
O advogado especialista em direitos humanos e professor universitário Ingo Pietzsch ressaltou que o evento representa o fortalecimento da educação antirracista. “A iniciativa da Prefeitura de Manaus em trazer essa discussão é extremamente benéfica e vai, com certeza, trazer mudanças dentro do contexto, particularmente da educação, porque é ali que nós precisamos começar”, afirmou.
A chefe da divisão da Formação de Professores da Secretaria Municipal de Educação (Semed), conselheira Inez Alcantara, ressaltou que a preparação dos profissionais de educação ajuda a mapear problemas e, a partir da identificação e correção, cria um ambiente acadêmico mais democrático.
“Ajuda a formar uma geração mais humana e mais consciente da sua própria identidade. Recentemente nós tivemos uma pesquisa que elevava o índice de crianças pretas com defasagem no processo de educação, então isso reflete esse conceito de que a sociedade passa culturalmente”, enfatizou.
O conselheiro do setor LGBTQIAPN+, Antônio Feijo, 34, afirmou que discutir as violências contra a população negra e homossexual é uma forma de ampliar para onde as políticas públicas serão direcionadas.
“Entender essa pauta vai muito além de só jogar uma luz sobre o racismo e dizer que ele é ruim. É preciso perguntar: ‘Ruim para quem?’. Ter esse olhar é necessário, porque acaba direcionando que tipo de políticas públicas são necessárias de fato”, ressaltou.
Os conselheiros municipais das áreas de educação, religiões de matriz africana, cultura, direitos da população LGBTQIAPN+ e outros segmentos também participaram do diálogo.
Nesta quarta-feira, 3/6, a prefeitura dará continuidade às atividades, ampliando os diálogos com os municípios da região metropolitana de Manaus.
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Texto – Emile Souza/ Semcom
Fotos – Valdo Leão / Semcom
Disponíveis em – https://flic.kr/s/aHBqjCVxv6












