Chuva atrasa colheita e preço do café dispara no Brasil


Chuvas atípicas em junho atrasaram a colheita em Minas Gerais e São Paulo. O excesso de umidade prejudica a secagem do café nos terreiros e faz com que os grãos caiam e germinem no chão, inviabilizando o uso comercial.

Os estoques globais de café já estavam baixos e dependiam da safra brasileira para recuperação. Com tendência de perda de qualidade dos grãos, devido às chuvas, cresce a preocupação de que o estoque mundial não seja reforçado como o esperado.

No ano passado, nesta época, já tínhamos colhido 60% da safra, e agora passamos de pouco mais de 50%
Celírio Inácio, diretor executivo da Abic (Associação Brasileira das Indústrias de Café)

Incertezas sobre o clima no segundo semestre aumentam a instabilidade do mercado. Produtores apontam riscos do El Niño, que deve se intensificar nos próximos meses. O evento climático extremo deve gerar instabilidades climáticas em todo o planeta, com impactos esperados para o agronegócio.

Setor acredita que a alta de preços deve seguir nos próximos meses. A Abic diz que o atraso acumulado na colheita e as dúvidas sobre o clima devem dificultar o equilíbrio entre oferta e procura no curto prazo.



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