O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome vai investir R$ 2 milhões no Amazonas para 207 agricultores de 64 unidades de conservação inscritos no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).
Eles vão fornecer alimentos para as próprias unidades localizadas em seis municípios: Alvarães, Boca do Acre, Carauari, Fonte Boa, Japurá e Tefé.
São as reservas extrativistas (Resex) do Médio Juruá, Baixo Juruá, Auati-Paraná e Arapixi. Também serão beneficiados agricultores da Floresta Nacional (Flona) de Tefé.
O PPA Amazônia foi lançado em Belém pelo ministério em parceria com o ICMBio. Na região Norte, serão investidos R$ 7,6 milhões para, além do Amazonas, contemplar unidades de conservação no Acre e Pará.
O programa foi desenvolvido na modalidade compra com doação simultânea. Ou seja, o poder púbico adquire a produção para fornecer às escolas e outras instituições na própria localidade.
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Produção
Segundo o ministério, poderão ser comercializados pescados, mariscos, frutas, polpas, raízes, tubérculos, hortaliças, produtos beneficiados e diversos itens associados às economias da sociobiodiversidade presentes na Amazônia.
“Vamos fazer com que essa produção retorne para as próprias comunidades, promovendo a segurança alimentar e garantindo que as pessoas continuem consumindo comida saudável, produzida com respeito à cultura alimentar e que pode ser consumida por todos”, afirma a gerente de projeto da Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sesan) do ministério, Márcia Muchagata.
“É sobre abandonar os produtos industrializados e passar a fornecer, valorizar e refletir toda a riqueza da sociobiodiversidade que compõe a identidade dessas comunidades e, portanto, destas unidades de conservação geridas pelo Instituto”, diz a coordenadora-geral de acesso a políticas públicas e promoção das economias da sociobiodiversidade do ICMBio, Tatiana Rehder.
Foto: Vinícius Mendonça/Ibama













