Espadas, agiotagem e R$ 24 milhões no esquema de policiais


A operação Covil do Mamon, realizada em Manaus pela Polícia Civil do Amazonas neste dia 20 de maio, revelou arsenal, esquema milionário de agiotagem e violência comandado por agentes ligados à segurança pública.

Deflagrada nas primeiras horas desta quarta-feira, a ação ganhou novos desdobramentos após a apresentação dos presos e do material apreendido pela Polícia Civil.

Conforme o comando da operação, estão sendo cumpridos 26 mandados de prisão e 42 de busca e apreensão também em Roraima, Santa Catarina e Paraíba.

Entre os presos apresentados pelo delegado Fabiano Bezerra, com atuação conjunta dos 12º e 20º distritos integrados de polícia (DIP), estão cinco homens e duas mulheres.

Um dos presos é o empresário Everton Cordovil de Assis, proprietário do mercadinho e distribuidora Edu, no bairro Redenção.

Além das prisões, a polícia exibiu armas de fogo, munições, espadas temáticas, dinheiro, equipamentos eletrônicos e até um cofre apreendido durante as buscas.

A apreensão das espadas chamou atenção dos investigadores pelo fascínio que um dos líderes da organização demonstrava pelos objetos.

As investigações apontam que os grupos atuavam em um esquema de agiotagem com juros extorsivos e cobranças violentas dos devedores. Segundo a polícia, vítimas eram ameaçadas, extorquidas, torturadas e até sequestradas quando não conseguiam quitar dívidas.

De acordo com a investigação, um dos casos mostra o tamanho dos juros impostos pelo grupo: uma dívida inicial de R$ 150 teria se transformado em uma cobrança de R$ 45 mil.

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Mortes e lavagem de dinheiro

A operação também apura envolvimento dos suspeitos em homicídios, porte ilegal de armas, lavagem de dinheiro e aborto.

Conforme informações, uma das organizações criminosas movimentou mais de R$ 24 milhões. O dinheiro teria circulado entre Amazonas, Santa Catarina, Paraíba e Roraima por meio de um esquema de lavagem de capitais.

Até o final da manhã, dois policiais militares apontados como alvos da operação ainda não haviam sido localizados.

A coordenação da operação não divulgou nenhum nome de policiais envolvidos na organização criminosa e alvos dos mandados de prisão.

Foto: reprodução



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