Uma falha expôs como conteúdo pornográfico consegue driblar o controle de uma das principais redes sociais do mundo. No Brasil, imagens de conteúdo sexual ficaram disponíveis no Instagram, em uma violação do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente.
Perfis conseguem burlar os filtros da plataforma ao sobrepor cenas comuns a vídeos explícitos, criando colagens que dificultam a detecção automática. Segundo especialistas, também são usados recursos como miniaturização das imagens, transparência e padrões geométricos para esconder o conteúdo.
O problema se agrava porque os vídeos chegam a ser recomendados pela própria rede social e podem ficar acessíveis a qualquer usuário, inclusive adolescentes. Desde março, o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente determina que as plataformas adotem sistemas capazes de impedir o acesso de menores a publicações ilegais ou pornográficas. Em caso de falha, a plataforma pode ser alvo de processo administrativo e até de multa.
A Meta, responsável pelo Instagram, informou que investe em tecnologia para aprimorar a detecção de conteúdos proibidos e afirmou ter removido mais de 90% das publicações explícitas antes mesmo de receber denúncias de usuários.
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