A Prefeitura de Manaus apresentou, neste domingo (05/07), as medidas integradas que farão parte do plano de contingência para enfrentar a estiagem e os impactos do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026. Entre as ações voltadas para a segurança alimentar das famílias cadastradas em programas sociais está o “Jaraqui da Gente”, projeto que utiliza a alta safra de pescado do período atual para estocar e distribuir o alimento nos bairros da capital antes da vazante dos rios.
De acordo com a administração municipal, o pescado é adquirido diretamente de produtores locais durante a chamada “força da lua”, época de maior oferta, com o objetivo de garantir o abastecimento antes que a descida das águas dificulte o acesso ao peixe na região.
Com a previsão de temperaturas elevadas e baixa umidade, o plano municipal também foca na mitigação de queimadas urbanas e florestais. As ações envolvem um comitê técnico composto por 20 secretarias municipais, com base nas diretrizes do Plano de Ação Climática aprovado recentemente pela Câmara Municipal.
Para o monitoramento de focos de calor, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmas) passará a utilizar drones equipados com sensores térmicos e câmeras de alta precisão. O mapeamento técnico visa identificar áreas críticas e ocupações irregulares propensas a incêndios, permitindo a intervenção de brigadistas antes que o fogo se alastre. No momento, a gestão avalia os indicadores climáticos e descarta decretar estado de emergência ou calamidade pública de forma imediata.
O planejamento para as áreas isoladas e comunidades ribeirinhas da zona rural de Manaus foca na garantia de serviços básicos que costumam ser interrompidos pela seca extrema, como o abastecimento de água. O plano logístico inclui:
Reserva de insumos: Formação de um estoque estratégico de água potável para distribuição em comunidades com poços ou acessos comprometidos pela descida dos rios.
Transporte terrestre: Manutenção e准备 de veículos especiais, como quadriciclos, para transportar mantimentos por terra em ramais e leitos de rios secos onde embarcações não conseguem navegar.
As medidas buscam conter os focos de queimadas e os impactos logísticos da seca, após o município registrar uma das menores taxas de incêndios entre as capitais brasileiras no ano de 2025.













