Por que Wesley está ganhando a posição de titular da lateral direita


Ancelotti sabe que o sistema tático da Roma é diferente do da seleção brasileira. Marcação individual o campo inteiro, pressão no campo de ataque, obrigação defensiva desde o primeiro passe do goleiro adversário. Então, Ancelotti não desconfia da capacidade de Wesley marcar.

“Gasperini sempre faz isso mesmo. Tem de olhar para o homem que está marcando e não deixar passar. Igual a um prato de comida”, disse Wesley.

O fato de Ancelotti não desconfiar da capacidade marcadora de Wesley é um aspecto de começar o trabalho como titular. Não é o único. O que Ancelotti precisa é de um homem muito aberto pela direita, porque defende no 4-4-2, mas ataca num 3-2-5.

Prende o lateral-esquerdo com os dois zagueiros, faz saída de três, Casemiro como pivô defensivo, Bruno Guimarães como meia à sua frente, estica cinco homens no ataque. Wesley, Paquetá, Igor Thiago, Raphinha e Vinicius Júnior. No ataque, Wesley é ponta, abre muito o campo para usar os 68 metros do gramado. Se o adversário se fecha em quinze metros, o campo se alarga nos 68 entre uma linha lateral e outra.

Wesley não é o homem dos gols, como na Roma: “Quando eu cheguei à Roma, me pediram seis gols”, contou ele, brincando com ter marcado cinco, um a mais em 39 jogos na Itália do que em 139 na Gávea.

Agora, é ponta. Vai jogar porque sua capacidade de alargar o campo é o que Ancelotti deseja quando seu time atacar.





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