Após 15 anos de espera, a expressão cultural e ritmo Gambá foi oficialmente declarada Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Amazonas. A decisão histórica ocorreu na quinta-feira (28), durante a 48ª Sessão Plenária Ordinária do Conselho de Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Copham), realizada no Palacete Provincial, em Manaus.
Mistura única de batuques, cantigas, danças e ritos religiosos, o Gambá é uma manifestação profundamente ligada à identidade das comunidades ribeirinhas e às matrizes indígenas, negras e caboclas do interior do estado.
O processo para o reconhecimento da expressão cultural se arrastava desde 2011. A retomada e o desfecho favorável ganharam força nos últimos anos graças à mobilização direta dos próprios mestres e guardiões da tradição.
“O Gambá não é só instrumento, ritmo ou uma roda de dança. É vida, memória e ancestralidade. É o remar da canoa, o amanhecer do rio, o rezar e o viver na floresta”, emocionou-se o Mestre Ismael, representante do Ponto de Cultura Pavulagi.
O que muda na prática com o registro?
Longe de ser apenas um título simbólico, a aprovação unânime do Copham garante o início imediato de medidas administrativas e políticas públicas para proteger e perpetuar o ritmo:
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Mapeamento: Identificação e localização de mestres e grupos tradicionais pelo interior.
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Registro etnográfico: Realização de levantamento audiovisual e documental da manifestação.
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Plano de Salvaguarda: Construção participativa de ações para transmitir o saber às próximas gerações.
De acordo com o presidente do Copham e secretário de Cultura, Caio André, este registro provisório estabelece um olhar inédito do Estado para além da capital. A meta agora, segundo o representante do Ministério da Cultura no Amazonas, Ruan Octávio, é internacionalizar a expressão: “O compromisso agora é continuar levando o Gambá para o mundo inteiro”.












