Em média, de cada cinco brasileiros contaminados pelo hantavírus, cerca de dois morrem. No cenário mundial, a taxa de letalidade varia conforme a região: aproximadamente 15% na Ásia e Europa, e até 50% nas Américas, segundo a OMS.
A elevada letalidade nas Américas ocorre porque o vírus desencadeia uma resposta inflamatória intensa no organismo, exigindo diagnóstico rápido. Contudo, como a maioria dos casos acontece em áreas rurais, onde o acesso à saúde é mais demorado, muitos pacientes acabam não recebendo atendimento a tempo e evoluem para morte.
Moacyr Silva, médico infectologista do Einstein Hospital Israelita, destaca que, no Brasil, as regiões com maior incidência de casos são o Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Entre 2007 e 2024, foram registradas 170 mortes por hantavírus no Centro-Oeste, 165 na região Sul, 162 na região Sudeste, 41 na região Norte e apenas 2 na região Nordeste.
Cepas da doença
O hantavírus apresenta diferentes cepas. Elas variam em virulência, distribuição geográfica, reservatórios específicos e taxa de letalidade. As principais identificadas no Brasil são:
Araraquara (ARQV): associado ao roedor Necromys lasiurus, predominante no bioma Cerrado. É considerado o hantavírus mais virulento do país, com taxa de letalidade mais elevada.












