Gleisi aciona CNJ por desclassificação de tentativa de feminicídio no PR


Deputada federal vai cobrar recurso do Ministério Público contra decisão que mudou tentativa de feminicídio para lesão corporal

A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT) informou neste domingo (24.mai.2026) que acionará o Conselho Nacional de Justiça e cobrará recurso do Ministério Público do Paraná contra decisão do Tribunal de Justiça do Paraná que mudou a classificação de tentativa de feminicídio para lesão corporal grave. O caso envolve José Rodrigo Bandura, preso depois de atear fogo na companheira em junho de 2025.

Os desembargadores Miguel Kfouri Neto, Mauro Bley Pereira Junior e Rotoli de Macedo entenderam que houve “arrependimento eficaz” do réu, sob argumento de que ele teria ajudado a vítima depois da agressão. Com isso, o crime deixou de ser tratado como tentativa de feminicídio.

Na época do crime, reportagens mostraram que a vítima precisou se trancar em um banheiro para escapar das agressões. Gleisi afirmou que pedirá ao Ministério Público que recorra da decisão para que o caso seja analisado pelo Tribunal do Júri.

A congressista também pretende provocar o CNJ para apurar eventual violação de deveres funcionais por parte dos magistrados envolvidos na decisão. Além disso, defenderá que o Paraná adira ao Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios.

“Atear fogo em uma mulher demonstra vontade consciente de matar”, disse Gleisi. Segundo a deputada, transformar a tentativa de feminicídio em lesão corporal compromete a gravidade do crime e enfraquece a perspectiva de gênero aplicada ao caso.





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