O GRUPO DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (GDC) recebeu na manhã desta quinta-feira (19), uma série de denúncias envolvendo a MAP Linhas Aéreas. Isto porque a companhia aérea voltou a cancelar voos no interior do Amazonas desde terça-feira (17). Desta vez, passageiros que estavam com bilhetes emitidos de Parintins (a 369 quilômetros a leste da capital) com destino a Manaus foram impossibilitados de embarcar por conta de suposta manutenção na aeronave que opera no trajeto.
De acordo com um passageiro, que preferiu não se identificar, ele tinha um voo marcado, nesta quarta-feira (18), às 21h50. Morador do município de Nhamundá (a 383 quilômetros a leste de Manaus), ele tem que se deslocar até Parintins para poder embarcar para a capital. Porém, ao chegar no município de embarque, ele recebeu uma ligação informando que a aeronave estava em manutenção.
“Perguntei quando seria o próximo voo e que eu precisaria ir nele por conta dos compromissos que tenho em Manaus. Uma moça chamada Nathália, da MAP Parintins, me respondeu que eu deveria ir de lancha e depois pedir reembolso, o que demoraria 60 dias para ‘cair’”, contou ele indignado.
O passageiro contestou e disse que não faria a viagem de lancha e que gostaria de embarcar no próximo voo. Ele exigiu, ainda, hospedagem, alimentação e acesso a comunicação (internet e telefone), “pois são direitos dos passageiros”. “Depois de lutar muito, ela me ofereceu hospedagem e alimentação/bebida, sendo dois vouchers de R$ 38 reais, por dia”.
Ainda de acordo com o passageiro, não há previsão para próximo voo e ele ficou de ser avisado “quando fosse acontecer”. Nesta quarta, a companhia ainda estava vendendo passagens aéreas em seu site, mesmo com os voos cancelados. Porém, na manhã quinta, as datas de compra já aparecem indisponíveis até domingo.
Cancelamentos
Em novembro deste ano, o GDC já havia denunciado os constantes cancelamentos de voos da MAP no Amazonas. A companhia aérea, que foi vendida em agosto para a Passaredo, à época disse, por meio de nota, que suspendeu as operações nos aeroportos de Eirunepé e Coari – ambos do estado do Amazonas – e em Porto Trombetas (PA), devido a restrições na infraestrutura aeroportuária. “Ocorrendo a regularização, a MAP irá retomar normalmente as operações”, explicou.
A MAP justificou, ainda, que a classificação do aeródromo em Eirunepé não era compatível com o tipo de aeronave operada pela empresa e que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) solicitou a certificação aeroportuária, que estava sob a responsabilidade da prefeitura do município.
“O aeroporto não dispõe de informação meteorológica para atendimento ao requisito da Anac, além de problemas relacionados a cerca patrimonial, o que facilita a presença de animais e pessoas, transitando na pista de pouso e decolagem, colocando em risco as operações”, conclui a nota, em novembro.
No dia 11 de dezembro, a companhia aérea se pronunciou afirmando que tinha voltado a operar com seus voos nos municípios de Coari, Eirunepé e Tefé.
Consumidor
A Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Amazonas (CDC/ALE) informou ao GDC que irá notificar a MAP Linhas Aéreas e cobrar esclarecimentos sobre a venda de passagens aéreas para trecho Manaus-Parintins, uma vez que suspendeu os voos, mantendo as vendas. A empresa terá o prazo de 24 horas para apresentar esclarecimentos sobre as denúncias, cujos indícios são de práticas abusivas contra o consumidor.
“Estamos atentos à violação dos direitos do consumidor amazonense. É clara a prática de publicidade enganosa por parte da empresa, o que fere o Código de Defesa do Consumidor”, ressaltou o presidente da CDC/ALE. Os consumidores que se sentirem lesados podem procurar a CDC/ALE, no 4º andar da sede da Casa, das 8h às 14h, de segunda a sexta-feira, para abrir processo de reclamação administrativa.
O GRUPO DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO voltou a procurar a companhia aérea, nesta quinta, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria.
FONTE https://d24am.com/amazonas/map-volta-a-cancelar-voos-e-prejudica-passageiros/










