O camisa 10 do Santos e da seleção não entrou em pauta nenhuma vez durante a tarde.
A inédita ausência da entidade Neymar numa atividade da seleção pode ser um sinal que, no processo capitaneado por Carlo Ancelotti, há resultados concretos na estratégia de esvaziar questões sobre o astro e evitar que elas se repitam durante o Mundial.
A começar pela mais importante delas, sobre risco de corte: o técnico italiano tomou a iniciativa de dizer, de forma categórica, ainda na Granja Comary, que Neymar não será cortado.
Em seguida, deixou no ar uma piada quando perguntado se teria convocado o atacante mesmo sabendo da lesão antes da divulgação da lista: “Se minha avó tivesse rodas, ela seria um carro”, respondeu Ancelotti. Parece simples, mas a brincadeira dificultou dias de debates e julgamento em cima de uma hipotética resposta mais objetiva.
A seleção respondeu com imagens a outras perguntas: se Neymar estava mancando ou não, se está abatido, se está se relacionando bem com Ancelotti e com outros jogadores ou não. Foram várias aparições estratégicas ao longo dos últimos dias, oferecendo janelas para o status do atacante e seu ambiente na seleção.
Os primeiros dias da seleção nos EUA indicam que, pelo menos por enquanto, a estratégia deu resultado. Nas primeiras 24 horas em solo americano, praticamente não se falou sobre Neymar.













