A região Norte teve a maior queda na expectativa de vida do Brasil durante a pandemia de covid-19, segundo o Estudo Carga Global de Doenças, publicado na revista científica The Lancet. O levantamento associa o resultado ao impacto da condução da crise sanitária no país.
Os estados de Rondônia, Amazonas e Roraima lideram as maiores perdas de longevidade registradas no período, com reduções de 6,01, 5,84 e 5,67 anos, respectivamente. A média nacional foi de 3,4 anos.
De acordo com os pesquisadores, o cenário foi agravado por decisões adotadas na gestão da pandemia. O estudo aponta “enfraquecimento das orientações científicas – rejeitando o distanciamento social, disseminando desinformação, promovendo medicamentos sem eficácia comprovada, atrasando a aquisição de vacinas”.
Impacto no Norte
O levantamento destaca que a ausência de coordenação nacional contribuiu para a intensidade dos impactos na região Norte. Segundo os autores, uma resposta mais articulada poderia ter reduzido as perdas registradas.
O estudo também aponta contraste entre regiões. No Nordeste, por exemplo, estados adotaram estratégias conjuntas por meio de consórcios regionais e apoio técnico-científico. O Maranhão teve a menor redução de expectativa de vida do país, com queda de 1,86 ano.
Resposta à pandemia
O levantamento atribui parte dos resultados à demora na aquisição de vacinas e ao foco em tratamentos sem eficácia comprovada, fatores que, segundo o estudo, contribuíram para o pior desempenho nacional nos indicadores de enfrentamento da pandemia.
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