Imagens divulgadas nas redes sociais exibem uma discussão entre Diosdado Cabello, ministro do Interior, Justiça e Paz da Venezuela, e um brigadista norte-americano das equipes de resgate enviadas pelo governo Donald Trump depois dos terremotos ocorridos na semana passada. O registro, cuja data e local exatos permanecem incertos, teria ocorrido em La Guaira, área mais afetada pelos tremores.
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Dois vídeos mostram o confronto entre Cabello e o socorrista dos Estados Unidos, mas o áudio dificulta entender o diálogo. Em uma das gravações, o norte-americano reage a Cabello e diz: “Há alguém bem aqui gritando por socorro”, enquanto aponta para uma região em meio às operações. No segundo vídeo, o brigadista gesticula e ordena: “Afaste-se, afaste-se”.
Contexto de insatisfação popular e liderança dos resgates
Usuários de redes sociais sugerem que Cabello tentava impor ordens às equipes norte-americanas, embora não haja clareza sobre o contexto exato. Moradores da Venezuela vêm relatando insatisfação com a lentidão e a ausência de suporte oficial, afirmando que voluntários e organismos internacionais lideram os esforços de busca e salvamento.
🚨URGENTE – Diosdado Cabello, um dos principais chefes da ditadura chavista, não deixa equipe de resgate dos EUA passar para salvar pessoas
“Você não quer que eu vá ajudar a pessoa que está lá?” pic.twitter.com/R7l3sAK5RM
— SPACE LIBERDADE (@NewsLiberdade) June 29, 2026
Cabello, considerado o número dois do regime chavista, foi incluído na lista de procurados dos Estados Unidos em março de 2020, acusado de envolvimento em conspiração narcoterrorista com o Cartel de los Soles e as Farc. As acusações formalizadas em Nova York incluem conspiração para narcoterrorismo, envio de cocaína e crimes com armas de fogo.
Sanções e tensões entre Cabello e os EUA
O Departamento de Estado norte-americano ofereceu inicialmente recompensa de até US$ 10 milhões por informações sobre Cabello, aumentada para US$ 25 milhões no início de 2025. O político também foi alvo de sanções impostas por Washington no mesmo período.
Depois da captura de Nicolás Maduro por uma operação militar dos Estados Unidos em janeiro deste ano, Cabello fez declarações contra os norte-americanos e repudiou o que chamou de “ataques imperialistas que buscam minar a soberania e a estabilidade de todos os venezuelanos”.
Alterações no poder venezuelano e postura de Cabello
Em janeiro, reportagem da agência Reuters citou três fontes oficiais que afirmaram que o governo Trump advertiu Cabello para não interferir na transição política do país. Segundo essas fontes, Washington ressaltou que o ministro poderia “aparecer no topo da sua lista de alvos” se não colaborasse com a líder interina, Delcy Rodríguez, “a atender às exigências dos EUA e a manter a ordem depois da queda de Nicolás Maduro”.
Nos meses recentes, Cabello passou a adotar postura mais reservada e perdeu influência no governo de Delcy Rodríguez, que aprofundou o diálogo com os Estados Unidos.
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