O diretório estadual do PT-AM homologou neste sábado, dia 16, suas chapas majoritárias para as eleições de 2026. A decisão, por unanimidade, reafirma o posicionamento da executiva estadual que, na quarta-feira, dia 13, já havia tomado a mesma decisão.
E que decisão é essa? Confirmar que o ex-deputado federal Marcelo Ramos será seu candidato a senador, e confirmar também que Omar Aziz (PSD) será o candidato do partido a governador.
Até aí, sem novidades. Marcelo e Omar já figuram há anos, pode-se dizer, como candidatos com o apoio da legenda. Porém, a novidade se esconde no não dito da decisão, nem sequer pronunciado. Este é o caso do senador Eduardo Braga (MDB), candidato à reeleição.
Pela lógica política, ele seria naturalmente o candidato do PT-AM ao cargo. Poderia até ser o número um. No entanto, o nome dele passou a anos-luz dos debates do PT neste fim de semana. Só não ficou mais distante porque o que não se dizia publicamente, escutava-se nos bastidores da reunião petista.
O parlamentar emedebista é da base de sustentação do governo Lula no Congresso. Por sua vez, Lula deve apoiá-lo. Assim sendo, o problema não está no Planalto, mas na planície.
Isso significa dizer o quê? Significa dizer que, nacionalmente, ou pelas instâncias nacionais e por conveniência política do governo Lula, a decisão deste sábado pode ser modificada.
Historicamente, reiteradas vezes, o PT Nacional modificou decisões regionais. Por exemplo, em 2018, o partido cancelou a candidatura do petista Francisco Praciano para apoiar a comunista Vanessa Grazziotin.
Ou seja: Eduardo Braga pode ser o candidato do PT, o único, e Marcelo Ramos poderá ter que encontrar outro cargo para disputar.
Então, o que está acontecendo? Acontece que o PT-AM e Braga estão distantes, sem diálogo. Petistas do Amazonas reclamam que Braga está fechado. No entendimento deles, o senador está de “salto alto”. Nesse, para eles, quem está por cima não quer apoio.
Foto: divulgação












