A empresa opera no Brasil como parceira preferencial da Anthropic, que vem montando uma rede local de distribuição e assistência de suas ferramentas. A Sauter atua ora como consultoria comercial de planos e produtos, ora como prestadora de serviços de arquitetura tecnológica. Com 50 engenheiros certificados pela empresa norte-americana, estuda enviar alguns deles para operar de dentro da Anthropic.
O Fable 5 ficou disponível por 72 horas até a Casa Branca restringir o acesso a ele e ao Mythos 5 para cidadãos de fora dos Estados Unidos. Nesse meio-tempo, boa parte do ecossistema financeiro brasileiro integrou a ferramenta às suas rotinas mais sensíveis ligadas à segurança digital.
Ao anunciar o Mythos em abril, a Anthropic informou que a solução era a mais poderosa até agora para escanear vulnerabilidades, mapear brechas em aplicações expostas a riscos e auditar a segurança dos códigos de software desenvolvidos internamente. Por outro lado, também poderia criar formas de explorar lacunas cibernéticas, o que levou a empresa a liberá-lo apenas a um grupo restrito de empresas. O Fable 5 era a forma atenuada de fazer essa IA poderosa ser disponibilizada ao público, já que foram adicionados freios para conter a criação de armas de ataque à segurança digital.
A Sauter não detalha os nomes das empresas brasileiras que já se apoiavam no Fable 5, mas informa que sua adoção foi disseminada entre o setor financeiro. Diferentemente de tarefas mais imediatas submetidas à IA, análises de risco costumam demorar alguns dias. Se mirarem sistemas complexos, como os de segurança, podem levar semanas.
A Mozilla, uma das participantes a ter acesso privilegiado ao Mythos, detectou e corrigiu 271 bugs com o auxílio da ferramenta -um ano antes, haviam sido apenas 31 brechas de segurança.
Como as checagens foram congeladas no meio do caminho, as instituições brasileiras foram privadas de resultados que já se desenhavam promissores.













