Empresário Zé Lopes volta a ser preso, agora na Maus Caminhos

O empresário José Lopes, conhecido como Zé Lopes, voltou a ser preso pela Polícia Federal, agora por envolvimento na operação Maus Caminhos. Antes, ele havia sido preso na operação Ojuara.

A prisão foi nesta terça, dia 30, na operação Eminência Parda, quinta fase da operação Maus Caminhos, que apura desvio de recursos da saúde recebidos pelo Governo do Amazonas.

Zé Lopes inspirou o nome da operação, considerado que é pela polícia como uma pessoa que atua de forma oculta, nos bastidores, mas com alto poder de influência, de decisão e de mando.

Tratado pela polícia também como pecuarista do município de Boca do Acre, ele já havia sido preso na operação Arquimedes, acusado de integrar organização criminosa contra o meio ambiente.

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No esquema de Moustafa

Desta vez, a polícia investiga crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Zé Lopes é apontado como dos principais envolvidos.

Seu cunhado, ou sobrinho, José Cursino Monteiro Neto, também teria sido alvo de prisão na Eminência Parda. Mandado de busca e apreensão foi cumprido em seu apartamento de condomínio no bairro Adrianópolis, zona centro-sul de Manaus.

Empresário do ramo de refeições, Monteiro Neto usava sua empresa com Zé Lopes para desviar recursos públicos. Os dois integravam o esquema comandado pelo médico e empresário Mouhamad Moustafa, conforme a Polícia Federal.

Os recursos públicos eram desviados por meio de fraudes que envolviam simulação de serviços e sobrepreço, para pagamentos indevidos e em duplicidade.

Zé Lopes é acusado de lavagem de dinheiro com outros investigados da operação Maus Caminhos.

Segundo a polícia, ele recebia de Moustafa, periodicamente e em espécie, R$ 1,04 milhão.

Resumo da operação

As prisões de Zé Lopes e seu cunhado/sobrinho são preventivas. Além deles, a Polícia Federal tinha um mandado de prisão temporária e 16 de busca e apreensão a cumprir. Os alvos estavam em Manaus, Boca do Acre e Rio Branco, a capital do Acre.

Além desses, a polícia tinha em mãos sete mandados para bloquear R$ 20 milhões das contas bancárias dos envolvidos.

Foto: BNC Amazonas

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